RELATO INTEGRADO DE GESTÃO - RIG 2025
É com grande senso de responsabilidade e também de orgulho que apresentamos o Relato Integrado de Gestão (RIG) 2025 da Universidade Federal de Goiás. Este documento expressa, de forma transparente, não apenas os resultados alcançados ao longo do ano, mas, sobretudo, o compromisso permanente da nossa instituição com a formação de excelência, com a produção de conhecimento e com a transformação social. Ao revisitar as ações desenvolvidas em 2025, percebemos a força de uma universidade que cresce de maneira articulada, sustentada pelo trabalho coletivo e por valores que nos definem.
As conquistas da UFG em 2025 foram muitas e, mais do que isso, foram integradas. Em cada projeto, em cada iniciativa, evidencia-se um esforço genuíno de responder às demandas da sociedade, articulando ensino, pesquisa, extensão, inovação e inclusão. Esse movimento revela ações concretas que impactam diretamente a realidade das pessoas. É essa capacidade de articulação que fortalece a nossa identidade institucional e amplia o alcance social da Universidade.
Nesse contexto, alcançamos um marco histórico que merece destaque. Em 2025, a UFG manteve a nota máxima, faixa 5, no Índice Geral de Cursos (IGC) do Ministério da Educação. Trata-se de uma conquista que nos insere entre cerca de 3% das melhores instituições de ensino superior do país, em um universo de mais de duas mil instituições avaliadas. Esse resultado não é fruto de um esforço isolado, mas de um processo contínuo de qualificação acadêmica, que envolve nossos cursos de graduação e pós-graduação, nosso corpo docente, técnico e, especialmente, nossos estudantes. Na região Centro-Oeste, somos uma das três instituições a alcançar esse nível de excelência, e, entre as universidades federais, figuramos entre as 20 que obtiveram essa classificação.
Ainda no campo da avaliação institucional, avançamos também em outros indicadores relevantes. Em 2025, a UFG alcançou a 13ª posição no Ranking Universitário Folha (RUF), consolidando sua presença entre as principais universidades do Brasil. Além disso, seguimos bem posicionados em rankings nacionais e internacionais, como o Webometrics, o Shanghai Ranking, a Times Higher Education e o Best Global Universities, o que reafirma o reconhecimento da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão que desenvolvemos.
O Relato Integrado de Gestão (RIG) 2025 da Universidade Federal de Goiás (UFG) apresenta, de forma clara, objetiva e integrada, a prestação de contas dos principais resultados alcançados ao longo do ano. Para facilitar a navegação e a compreensão das informações, o relatório foi estruturado em três capítulos, acessíveis diretamente pelo sumário interativo e por atalhos distribuídos ao longo do documento. Além disso, links incorporados à estrutura do relatório direcionam o leitor a conteúdos complementares, permitindo um aprofundamento na análise.
O documento inicia-se com uma visão geral da UFG e do ambiente externo (Capítulo 1). No Capítulo 2, são apresentados os principais riscos, oportunidades e perspectivas da instituição. O Capítulo 3 apresenta a governança, estratégia e desempenho, UFG em Números, destacando os indicadores definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e os resultados organizacionais do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2023-2027. Ao final deste capítulo apresentamos as informações orçamentárias, financeiras e contábeis, complementadas por documentos formais essenciais, como a declaração do contador-geral, o relatório de gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) no Hospital das Clínicas da UFG e a relação dos projetos geridos pelas fundações de apoio da Universidade.
A prestação de contas referente ao exercício financeiro de 2024 foi aprovada pelo Conselho de Curadores da Universidade Federal de Goiás, em reunião extraordinária realizada em 28 de abril de 2025.
A elaboração do Relato Integrado de Gestão (RIG) 2025 da Universidade Federal de Goiás (UFG) fundamenta-se em um processo sistemático de coleta, análise e validação de informações institucionais, orientado pelos princípios da transparência, da consistência metodológica e do alinhamento estratégico. Nesse sentido, o documento foi construído com base nos resultados alcançados ao longo do exercício, em consonância com a diretrizes e objetivos estabelecidos no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2023 - 2027, assegurando a continuidade do monitoramento e da avaliação do planejamento institucional.
Dando sequência à execução do PDI, o processo de elaboração do RIG 2025 contemplou a revisão dos indicadores estratégicos e das metas inicialmente definidas, de modo a refletir com maior precisão o desempenho institucional e as dinâmicas observadas ao longo do período. Para o levantamento e a sistematização dos dados, foram realizadas reuniões de orientação com as Pró-Reitorias e Secretarias da Administração Central, responsáveis pela apuração dos indicadores em suas respectivas áreas. Após essa etapa, as informações foram consolidadas e encaminhadas a um Grupo de Trabalho (GT), que realizou a conferência, a padronização e a revisão técnica dos resultados.
Ao longo de 2025, a equipe de gestão realizou visitas às Unidades Acadêmicas da UFG, com o objetivo de apresentar os resultados alcançados, bem como de coletar contribuições para a definição de ações e projetos estratégicos prioritários para os anos subsequentes. Esse processo participativo permitiu incorporar diferentes perspectivas institucionais à análise, fortalecendo o caráter democrático do planejamento.
Adicionalmente, a definição das metas e a série histórica dos indicadores institucionais apresentadas neste Relato foi subsidiada pela análise dos principais riscos, oportunidades e perspectivas contidos, respectivamente, nos capítulos 2.2 e 2.3. Essa abordagem integrada possibilitou uma visão mais abrangente e fundamentada do desempenho da Universidade, bem como das oportunidades e desafios que orientam seu desenvolvimento.
Dessa forma, o RIG 2025 consolida-se como resultado de um processo metodológico estruturado, participativo e orientado por evidências, que articula planejamento, execução e avaliação. Ao reunir e integrar informações estratégicas, o documento reafirma o compromisso da UFG com a gestão eficiente, a prestação de contas qualificada e o aprimoramento contínuo de suas políticas e práticas institucionais.
Este capítulo apresenta uma caracterização abrangente da Universidade Federal de Goiás (UFG), contemplando sua identificação institucional, estrutura organizacional e modelo de governança. Serão discutidos, ainda, o modelo de atuação da universidade, sua cadeia de valor e o alinhamento estratégico com as políticas e programas governamentais.
Além disso, será conduzida uma análise do ambiente externo, abordando os principais fatores socioeconômicos, políticos e tecnológicos que impactam a instituição. Por fim, este capítulo detalha a determinação da materialidade das informações, assegurando que os dados e indicadores selecionados reflitam com precisão os aspectos mais relevantes para a gestão universitária e a prestação de contas à sociedade.
A Universidade Federal de Goiás (UFG) foi criada pela Lei nº 3.834-C, de 14 de dezembro de 1960, e desde então tem construído uma trajetória pautada pelo compromisso com a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão. Atuando de forma indissociável nesses três pilares, a UFG busca, até 2030, consolidar-se como uma instituição de referência para o desenvolvimento social, econômico e institucional de Goiás, além de ampliar seu impacto nacional e internacional. Essa projeção tem como fundamentos a valorização das pessoas, a sustentabilidade, os princípios democráticos e a liberdade. A visão institucional da universidade também se orienta pela promoção da qualidade de vida, pela preservação do Cerrado, e pela valorização da cultura, da memória e da arte regionais.
O principal objetivo estratégico da UFG é fortalecer sua posição como referência no ensino superior brasileiro e continuar desempenhando um papel central no avanço das Instituições de Ensino Superior (IES) de Goiás, contribuindo com graduação, pós-graduação, pesquisa, inovação e extensão. Esse compromisso não se restringe à universidade, mas é essencial para o estado e para o país, que ainda enfrentam desafios para alcançar níveis mais elevados de desenvolvimento educacional, científico e tecnológico. A expansão qualitativa e quantitativa da educação em todos os níveis é um fator indispensável para reduzir desigualdades e impulsionar o crescimento econômico, social, cultural e político do Brasil.
Figura 1 - Organograma da Administração Central da UFG

Fonte: Secplan/UFG, 2025
Clique aqui e conheça as estruturas organizacionais das pró-reitorias e secretarias da UFG.
A convergência entre governança, cadeia de valor, planejamento estratégico e estrutura organizacional é o caminho estratégico para cumprir a missão institucional e atingir a visão estratégica da UFG. A governança fortalece a implementação eficaz da estratégia, enquanto a estrutura organizacional torna possível a execução efetiva das decisões estratégicas. Isso, por sua vez, estabelece as bases para o êxito da instituição. Neste sentido, a governança corporativa, alinhada à cadeia de valor da UFG, proporciona um arcabouço de diretrizes e processos que assegura a tomada de decisões transparentes, éticas e responsáveis, as quais integram os objetivos estratégicos estabelecidos no planejamento da UFG.
Na estrutura de governança, apresentada na Figura 5, a seguir, é descrita a relação entre a sociedade, governança e gestão da UFG , bem como a relação das instâncias internas e externas de governança e as estruturas internas de apoio à governança.
Clique aqui e conheça detalhadamente a estrutura de governança da UFG.
Figura 2 - Estrutura de Governança da UFG

Fonte: Secplan/UFG, 2025.
Figura 3 - Arquitetura de Governança da UFG

Fonte: Secplan/UFG, 2025.
O Modelo de Negócios da UFG apresenta estruturalmente , em consonância com a cadeia de valor, a transformação dos recursos institucionais em resultados que causam impactos à comunidade acadêmica e à sociedade, com a geração de valor público e o alcance da missão institucional.
O modelo de negócios elaborado é baseado na essência da UFG de promover excelência no ensino, na pesquisa e na extensão universitária de forma indissociável, comprometendo-se com a gratuidade, a inclusão e o desenvolvimento social, econômico e institucional de Goiás impactando o cenário nacional e internacional.
O quadro do modelo de negócios da UFG tem por objetivo apresentar de forma sucinta os recursos disponíveis, os processos estratégicos que são aplicados e os resultados e impactos gerados pela Universidade. Entre os recursos disponíveis apresentados estão os docentes e técnicos-administrativos ativos, a infraestrutura disponível e os recursos orçamentários de capital, custeio e com pessoal. Os macroprocessos apresentados estão os finalísticos e os de suporte ao encontro da cadeia de valor da UFG. Por fim, os resultados em produtos e serviços e o impacto gerado que os processos e os recursos geram para a sociedade.
Ressalta-se que, por se tratar de uma instituição com finalidade de transformação social e institucional centrada no ensino, pesquisa e extensão, nem todos os resultados são tangíveis e podem ser mensurados no curso prazo e com efeitos diretos de causa e efeito. Portanto, para além dos resultados que são possíveis de serem apresentados neste modelo de negócio, a UFG tem um impacto positivo intangível que não é possível de ser representado neste quadro.
Figura 4 - Modelo de negócios da UFG

Fonte: Secplan/UFG, 2026.
A Cadeia de Valor é uma ferramenta estratégica de diagnóstico e gestão que permite visualizar a Universidade como um conjunto integrado de atividades organizadas em subsistemas. Esses subsistemas envolvem insumos (entradas), processos de transformação e resultados (saídas), refletindo como a instituição gera valor para a sociedade. Guia Técnico de Gestão Estratégica, produzido pela Enap (2021) foi a referência para a elaboração da Cadeia de Valor da UFG
A maneira como essas atividades são estruturadas e executadas influencia diretamente os custos operacionais e os resultados alcançados. Ao decompor a cadeia em atividades específicas, torna-se possível analisar forças e fragilidades, identificar fontes de custo, mensurar indicadores e explorar o potencial de diferenciação dos macroprocessos institucionais.
Essa abordagem também possibilita detectar sobreposições, lacunas e deficiências nos processos, abrindo espaço para o aperfeiçoamento da integração, coordenação e eficiência dos sistemas organizacionais.
A distinção entre atividades primárias, que são os macroprocessos que compõem a missão finalística da Universidade, e atividades de apoio, relacionadas à governança e à gestão, contribui para estabelecer relações mais claras entre a operação cotidiana e os objetivos estratégicos da UFG.
Por sua capacidade de representar de forma clara e estruturada o funcionamento institucional, a Cadeia de Valor é especialmente útil no contexto da Administração Pública Federal. Para apoiar sua aplicação na gestão estratégica da UFG, adotamos uma cadeia de valor genérica baseada no conceito de função, entendido como um conjunto de atividades com características e propósitos semelhantes.
Figura 5 - Cadeia de valor da UFG

Fonte: Secplan/UFG, 2026.
A matriz de materialidade da UFG foi construída com base nos temas definidos no PDI UFG 2023-2027, aperfeiçoados durante a elaboração da cadeia de valor da UFG, refletindo as questões mais relevantes para o cumprimento da missão institucional e para a concretização da visão estratégica da instituição em consonância com o que foi definido no PDI UFG 2023-2027.
A definição dos temas prioritários, resultantes da análise de materialidade, considera tanto a relevância interna (perspectiva da comunidade acadêmica) quanto a relevância externa (expectativas e necessidades da sociedade). Esse processo de priorização contribui significativamente para o aprimoramento da gestão de riscos da Universidade, permitindo a identificação das áreas mais sensíveis e impactantes.
A priorização dos temas, a partir da matriz de materialidade, considerando a comunidade acadêmica (relevância interna) e a sociedade (relevância externa), resulta em um quadro que impacta o aprimoramento da gestão de risco desta Universidade. Assim, a partir deste resultado, é possível aperfeiçoar as decisões estratégicas pautando-se na priorização de projetos e ações para gerir os riscos associados às temáticas (temas relevantes) que foram classificadas com maior impacto e relevância para a comunidade e para a sociedade.
Figura 5 - Matriz de materialidade da UFG

Fonte: Secplan/UFG, 2026.
Figura 7 - Matriz de materialidade da UFG


Fonte: Secplan/UFG, 2026.
Neste capítulo são apresentados e analisados os principais riscos, oportunidades e perspectivas da UFG para 2025, considerando o ambiente interno e externo e os resultados alcançados nos últimos anos. Apresenta-se, inicialmente, como a gestão de risco e o controle interno são realizados, as principais ferramentas de gestão e instâncias responsáveis.
2.1.1 Gestão de Riscos
Nos últimos anos, a UFG tem realizado ações efetivas no sentido de promover a melhor gestão de risco e controle interno. Em 2019, por meio Portaria UFG n° 86, de 8 de janeiro de 2019, foi instituído o Comitê de Governança, Gestão de Riscos e Controles. O objetivo desse comitê é institucionalizar as melhores práticas de gestão com sistemas de controles internos a mitigação de riscos, evitando perdas e melhorando a qualidade de seus serviços prestados. Portanto, a UFG tem consolidado sua governança institucional a partir de um modelo estruturado de gestão de riscos e controles internos, assegurando transparência, responsabilidade e eficácia na prestação de serviços prestados à comunidade. Em 2025, a Universidade avançou em práticas de integridade, com transparência e responsabilidade.
2.1.1.1 Sistema de Gestão de Risco da UFG
Atualmente a UFG utiliza o módulo Gestão de Risco no Sistema de Planejamento Estratégico e de Projetos (Sipep) para gerenciar e planejar respostas a riscos. O Sipep é um sistema informatizado, desenvolvido pela UFG, disponível via web para o gerenciamento do planejamento estratégico, de projetos, de riscos e do Programa de Gestão e Desempenho (PGD). No módulo Gestão de Riscos é possível cadastrar os riscos vinculados à execução de planejamentos e projetos. O sistema gera a matriz de gestão de risco e é possível realizar o planejamento de respostas ao risco.
Figura 8 - Módulo Gestão de Risco do Sipep

Fonte: Sipep, 2026.
Figura 9 - Tela de classificação de riscos no Sipep

Fonte: Sipep, 2026.
Figura 10 - Matriz de riscos no Sipep

Fonte: Sipep, 2026.
Figura 11 - Lista de respostas aos riscos no Sipep

Fonte: Sipep, 2026.
2.1.2 Controle Interno
O controle interno da UFG tem atualmente órgãos e instâncias que prestam serviço de controle e orientação para assegurar a legalidade, a eficiência e a transparência na gestão da Universidade. A função do controle interno na UFG é a de monitorar a execução orçamentária, avaliar a conformidade dos atos de gestão, apoiar os gestores na prestação de contas, emitir pareceres e acompanhar recomendações de órgãos de controle. Além disso, atua na prevenção e correção de irregularidades, garantindo a integridade e a eficácia dos processos administrativos. Atuam como controle interno na UFG a Auditoria Interna, a Ouvidoria, a Procuradoria Jurídica, o Serviço de Informações ao Cidadão da UFG (SIC/UFG), entre outros.
Para realizar o gerenciamento dos riscos, foram levantados os principais riscos considerando as atividades finalísticas, grandes entregas da UFG que constam do Planejamento Estratégico da UFG no PDI 2023-2027. Portanto, os riscos são apresentados nas temáticas Ensino, Pesquisa e Inovação e Extensão, Arte e Cultura que constam da perspectiva estratégica Comunidade Acadêmica e Sociedade que contempla os processos finalísticos da UFG. As temáticas dos Processos Internos, Aprendizagem e Desenvolvimento Institucional e Finanças e Orçamento estão na dimensão de processos de apoio que dão suporte à execução das atividades finalísticas da UFG e são contempladas de forma indireta.
Análise
A partir dos resultados alcançados em 2025, das séries históricas e das análises realizadas pelas áreas, é possível identificar riscos positivos e negativos que impactam a UFG em suas três dimensões fundamentais: ensino, pesquisa e extensão. A seguir, é apresentada uma síntese dos principais riscos e as estratégias de gestão possíveis para mitigação de ameaças e maximização de oportunidades.
Risco estratégico à execução do PDI UFG 2023-2027
Risco identificado: Incertezas da continuidade de financiamentos públicos que podem afetar programas e projetos estratégicos no ensino e na pesquisa, e a dificuldades na captação de recursos externos, o que pode comprometer iniciativas de inovação e desenvolvimento acadêmico.
Resposta ao risco em 2026:
- Ampliação e diversificação das fontes de financiamento;
- Aumento da eficiência dos processos de gestão do orçamento;
- Ampliação das atividades do UFG Soluções que integra e orienta a gestão de projetos estratégicos.
Risco identificado: Manutenção e ampliação da infraestrutura disponível
Resposta ao risco em 2026:
- Em 2026, o Grupo de Trabalho Estratégico de Infraestrutura (GT Infra), instituído por meio da Portaria Nº 2.377, de 27 de junho de 2022, dará continuidade às ações estratégicas e deliberativas de acompanhamento de demandas urgentes e gestão de risco em infraestrutura com priorização em planejar e programar ações de manutenção da infraestrutura física da UFG.
- Com o diagnóstico dos laboratórios de ensino de graduação da UFG foi feito o levantamento dos valores a investidos para reparos de equipamentos, aquisição de novos equipamentos, desta forma, em 2026 será feita a busca de recursos para a melhoria dos laboratórios junto ao Ministério da Educação e de emendas parlamentares.
SUGESTÃO:
A partir do diagnóstico, feito em 2025, dos laboratórios de ensino de graduação da UFG, realizou-se o levantamento dos valores necessários para reparos de equipamentos e aquisição de novos. Dessa forma, para 2026, está prevista a busca de recursos junto ao Ministério da Educação e por meio de emendas parlamentares, com o objetivo de promover a melhoria dos laboratórios
No que tange à atuação da UFG no ensino, na pesquisa e na extensão, o cenário externo revela-se propício à ampliação e diversificação das iniciativas institucionais. Para além de sua reconhecida excelência nessas três dimensões, a UFG tem se consolidado como uma universidade que produz e dissemina conhecimento, com parcerias estratégicas e qualificadas em todas as áreas.
Nos últimos anos, a UFG tem se destacado como centro de referência tecnológica e científica, ampliando parcerias e cooperações interinstitucionais, tanto em âmbito nacional quanto internacional. Especificamente para o ano de 2026, destacam-se oportunidades de ampliar parcerias com governo federal, estadual, municipal e órgãos públicos dessas esferas, bem como com outras universidades e institutos federais.
Entretanto, a conjuntura externa para 2026 também apresenta desafios e ameaças que demandam análise criteriosa, dado seu potencial impacto sobre os indicadores e objetivos estratégicos da UFG. Nesse contexto, a universidade tem empreendido esforços na implementação e aprimoramento da gestão de riscos, buscando antecipar e mitigar os efeitos adversos dessas ameaças. Com base na avaliação dos resultados de 2025, identificam-se como principais desafios: a instabilidade econômica e a incerteza na captação de recursos complementares.
Diante desse panorama, a UFG reafirma seu compromisso com o fortalecimento de sua governança e sustentabilidade institucional, priorizando estratégias que possibilitem a ampliação das parcerias acadêmicas, científicas e tecnológicas, bem como a adoção de medidas que assegurem sua autonomia financeira e o avanço contínuo de suas atividades-fim. Dessa forma, a universidade se mantém alinhada à sua missão de produzir, preservar e disseminar o conhecimento, promovendo o desenvolvimento regional, nacional e internacional em uma perspectiva integrada e sustentável.
A UFG, em seu Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2023-2027, estabeleceu como visão, até 2030, a consolidação como instituição de referência para o processo de desenvolvimento social, econômico e institucional de Goiás, com o compromisso de ampliar seu alcance nacional e internacional. Nesse sentido, por meio de seu planejamento anual e em um movimento de realinhamento estratégico para atender à demanda e à estratégia de interiorização do ensino superior, considerou-se o anseio da sociedade por novos cursos de graduação em campi no interior do estado. Assim, a UFG, após estudos de viabilidade, consolidou a abertura do Campi denominado Instituto de Inovação em Gestão (IIG), localizado no Campus Cidade Ocidental da UFG.
O Campus foi implantado por meio de projeto aprovado no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Universidades Federais. A gestão superior da UFG instituiu uma Comissão de Implantação do Campus de Cidade Ocidental, a qual elaborou o planejamento de implementação do novo campus. O trabalho da Comissão culminou na definição e posterior implantação dos seguintes cursos, já ofertados no processo seletivo ocorrido no final de 2025: Engenharia de Software, Administração Pública, Gestão em Saúde Digital, Inteligência Artificial Aplicada à Gestão Pública, Engenharia de Segurança Cibernética e Ciências da Segurança.
O Campus Cidade Ocidental atende a demandas educacionais, econômicas, sociais e culturais de uma região caracterizada pela escassez de oferta de ensino superior público e por limitações no desenvolvimento tecnológico.
Expansão de pesquisa e inovação e parcerias estratégicas
A adoção de tecnologias inovadoras também se apresenta como um caminho promissor para otimizar processos administrativos e acadêmicos, proporcionando maior eficiência na gestão de recursos. Além disso, a ampliação de parcerias estratégicas com o setor produtivo e com órgãos governamentais pode gerar novas fontes de financiamento e impulsionar projetos de pesquisa e inovação. A crescente demanda por qualificação profissional, por sua vez, representa uma oportunidade para a expansão das atividades de ensino e pesquisa, consolidando a UFG como um polo de formação e produção científica de excelência.
Principais resultados do índices de Governança da UFG
Tabela 1
Missão
A missão da UFG é ser uma universidade dedicada à formação de pessoas em um ambiente intelectualmente estimulante, fundamentado na produção do conhecimento científico, artístico e cultural.
Visão
A UFG, até 2030, deve consolidar-se como instituição de referência para o processo de desenvolvimento social, econômico e institucional de Goiás, bem como ampliar seu alcance nacional e internacional, tendo como fundamentos a valorização das pessoas, a sustentabilidade, os valores da democracia e da liberdade.
A visão institucional deve ter em conta a qualidade de vida das pessoas, a preservação do Cerrado brasileiro, dos valores culturais, da memória e da arte regionais.
Valores Institucionais
- Laicidade;
- Indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão;
- Gratuidade do ensino, cuja manutenção é responsabilidade da União;
- Respeito à liberdade, à diversidade e ao pluralismo de ideias, sem discriminação de qualquer natureza;
- Universalidade do conhecimento e incentivo à interdisciplinaridade;
- Defesa da qualidade do ensino, com orientação humanística e formação para a cidadania;
- Democratização da educação, garantindo acesso, permanência e socialização dos benefícios do ensino superior;
- Promoção da cultura, da arte e do desenvolvimento científico, tecnológico, socioeconômico e político do país;
- Compromisso com a paz, os direitos humanos e a preservação do meio ambiente;
- Diálogo e cooperação entre os câmpus da UFG.
Objetivos Estratégicos da UFG
Os objetivos estratégicos da UFG do PDI UFG 2023-2027 estão apresentados na estrutura do Balanced Scorecard divididos em quatro perspectivas e treze temáticas. Essa estrutura viabiliza a execução da estratégia da UFG para cumprir a missão institucional e o alcance da visão estratégica. Os objetivos estratégicos definem também a estrutura para apresentação dos resultados do PDI da UFG no ano de 2024 (item 3.7)
Tabela 2
*Nova redação do objetivo UFG 11. Criar políticas para a promoção da segurança física e psicológica
**Nova redação do objetivo UFG 12. Fomentar as políticas de inclusão e de ações afirmativa
A UFG, no âmbito do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2023-2027, adota uma estrutura de governança voltada para uma gestão pública eficiente e com qualidade que garanta a promoção de uma universidade inclusiva, com qualidade acadêmica e com desenvolvimento científico e tecnológico. Essa estrutura promove a capacidade de execução da sua estratégia, visando garantir o cumprimento de sua missão, a realização de sua visão e a promoção de seus valores institucionais.
Como instituição pública, a UFG busca constantemente aprimorar a interação com seus públicos interno e externo, tendo como princípio a comunicação pública, cuja característica fundamental é o interesse público, a relação dialógica com a sociedade, o respeito aos direitos humanos e a construção da cidadania.
Para dar transparência aos seus atos administrativos, bem como divulgar sua produção acadêmica, científica, extensionista e cultural e abrir-se ao diálogo com as comunidades em que atua e com a sociedade como um todo, a UFG mantém uma estrutura de comunicação, a qual é detalhada na sequência.
Figura 12 - Canais de comunicação

Fonte: Secplan/UFG, 2026.
3.3.1 Secretaria de Comunicação
A Secretaria de Comunicação (Secom) promove a articulação sistêmica das assessorias e veículos, reforçando a comunicação interna, além de aprimorar a atuação dos órgãos e organizações parceiros da UFG. Essa estrutura de comunicação atua em conjunto com áreas afins, tais como gestão e tecnologia da informação, memória e acervo, produção gráfica e audiovisual, acessibilidade, sustentabilidade, economia criativa, dentre outras, para a consecução dos princípios e objetivos estabelecidos na Política de Comunicação, estabelecida por meio da Resolução Consuni nº 10/2019.
Os veículos de divulgação institucional da UFG são o Jornal UFG, o Portal UFG e as Redes Sociais UFG. Já os veículos de radiodifusão ligados à UFG são a Rádio Universitária e a TV UFG. Nas redes sociais, a UFG soma mais de meio milhão de seguidores: Twitter 211 mil; Facebook 79 mil; Instagram 145 mil; TikTok 51 mil; LinkedIn 92 mil; e YouTube com 52 mil inscritos, sendo o canal de universidade federal com mais inscritos em todo o país; no, fortalecendo sua presença nas redes sociais.
3.3.2 Reitoria Digital
A Reitoria Digital da UFG, criada em 2019, visa aproximar a Reitoria da UFG da comunidade interna e externa por meio da comunicação digital como forma de aprofundar a relação de reconhecimento da função da Universidade pela sociedade. Atualmente, o departamento realiza coberturas jornalísticas, administra o site reitoriadigital.ufg.br, os perfis da Reitoria no Instagram, X (antigo Twitter), Facebook, o canal UFG Oficial no Youtube e promove investigação e exposição da memória institucional da Universidade.
3.3.3 Ouvidoria
Responsável por dar tratamento adequado às denúncias, reclamações, sugestões, solicitações, elogios e pedidos de simplificação apresentados pela comunidade universitária e pelos cidadãos referentes aos serviços prestados pela Universidade, a Ouvidoria da UFG auxilia na busca de soluções para os problemas existentes nas unidades e órgãos da instituição. O canal de recebimento de demandas da Ouvidoria da UFG é a Plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação (FALA.BR), da Controladoria Geral da União. O contato com a Ouvidoria pode ser feito também por telefone, mas não são formalizadas demandas por este meio.
Os Relatórios de Atividades da Ouvidoria estão disponíveis no site do órgão.
3.3.4 Comissão Própria de Avaliação (CPA)
A Comissão Própria de Avaliação (CPA) tem como atribuições a condução dos processos de avaliação internos da instituição, de sistematização e de prestação das informações solicitadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). A CPA é constituída por membros representantes dos segmentos da comunidade universitária e da sociedade civil organizada, sendo encarregada do planejamento da Autoavaliação, compreendendo a instituição, seus cursos e docentes.
Dessa forma a CPA tem o objetivo de zelar pela manutenção da cultura da Autoavaliação, possibilitando a tomada de consciência da conjuntura institucional, dos fatores limitantes de sua eficácia e das potencialidades institucionais, a fim de contribuir com o aperfeiçoamento das suas atividades e com o cumprimento de sua missão enquanto instituição social e promotora da educação superior.
Os relatórios produzidos pela CPA são publicados no site da Comissão.
3.3.5 Carta de Serviços
A Carta de Serviços é um instrumento de gestão pública que contém informações sobre os serviços ofertados, de forma direta ou indireta, pelas organizações da administração pública, em cumprimento à Lei Federal nº 13.460/2017. A Carta contempla as formas de acesso, padrões de qualidade e compromissos de atendimento aos usuários. Além disso, a Carta de Serviços proporciona maior transparência aos serviços prestados aos cidadãos.
A Carta de Serviços ao Cidadão da UFG é um grande avanço para melhorar ainda mais a prestação de seus serviços ao público, e disponibiliza, de forma completa e atualizada, os serviços dos seus 11 órgãos administrativos, 28 unidades acadêmicas e 3 unidades acadêmicas especiais.
3.3.6 Serviço de Informação ao Cidadão (SIC)
Instituído pela Lei de Acesso à Informação (LAI) e regulamentado pelo Decreto nº 7.724/2012, o Serviço de Informação ao Cidadão (SIC) é uma importante ferramenta na garantia do direito ao acesso à informação. Na UFG, o SIC tem atuado, desde 2012, na ampliação da transparência ativa e passiva, atendendo aos objetivos da LAI, com foco na institucionalização e sistematização da transparência pública na UFG. O SIC/UFG integra o Grupo de Trabalho de Planejamento da Implementação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que tem como objetivo analisar os procedimentos necessários para o cumprimento da LGPD na UFG.
Na UFG, o SIC é responsável por atender e orientar o público quanto ao acesso à informação de competência da Universidade; informar sobre a tramitação de documentos nas unidades da UFG; e receber e registrar pedidos de acesso à informação destinados à instituição. Os relatórios de atividades do SIC estão disponíveis no site do Serviço.
3.3.7 Outros canais de comunicação da UFG
As informações pertinentes à regulação, às informações auditáveis e ao papel do pesquisador institucional podem ser encontradas na aba “Informações Institucionais” do site da Secretaria de Planejamento, Avaliação e Informações Institucionais
Outros documentos que são relevantes à sociedade e que contribuem para a transparência da gestão também podem ser acessados no site da Secplan, como os Relatórios de Gestão, o Plano UFG - Gestão 2022-2025, o Plano de Desenvolvimento Institucional - PDI 2023-2025, entre outros.
O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) é um instrumento estruturante da UFG, orientando seu planejamento estratégico ao longo de um período de cinco anos. Nele, são estabelecidas diretrizes, objetivos, indicadores, metas e políticas institucionais que guiam o desenvolvimento institucional da universidade.
O PDI UFG 2023-2027 foi elaborado por meio de um amplo processo de consulta à comunidade acadêmica, conduzido pela gestão superior da UFG. Além disso, sua construção envolveu estudos estratégicos e análises de cenários de curto, médio e longo prazo, garantindo um planejamento alinhado às necessidades institucionais e aos desafios futuros.
Dessa forma, o PDI UFG 2023-2027 foi estruturado com base nas melhores práticas de planejamento em universidades, seguindo as diretrizes estabelecidas pela legislação vigente, pelas orientações do Fórum de Pró-Reitores de Planejamento e Administração (Forplad) e pelos princípios de gestão do planejamento público.
Conforme previsto no próprio plano da UFG (item 9.2), o acompanhamento, monitoramento e controle, bem como a apresentação dos resultados e a definição de metas e indicadores anuais para os períodos subsequentes, são realizados com base na análise de cenários e nas diretrizes estratégicas da Universidade, conforme estabelecido pelo UFG no Relato Integrado de Gestão (RIG).
No item “Resultados da UFG 2025” (Item 3.7), são apresentados os resultados alcançados em relação aos objetivos estratégicos definidos no RIG UFG 2023-2027, com uma análise das principais realizações em diferentes áreas temáticas. Além da apresentação dos resultados e da série histórica dos indicadores, são projetadas as metas futuras, considerando o cenário atual, as projeções para os próximos anos e os objetivos estratégicos da Universidade.
Para embasar a definição de metas para 2026, a equipe de gestão realizou reuniões de planejamento entre fevereiro e março, analisando os resultados de 2025 em comparação com os anos anteriores e com os objetivos estratégicos do PDI. Também foram examinados os resultados das avaliações externas, da autoavaliação institucional, dos rankings da UFG e do relatório consolidado das visitas às Unidades Acadêmicas realizadas ao longo de 2025. Essas reuniões permitiram o alinhamento estratégico entre a gestão da UFG e suas equipes, resultando na definição de objetivos táticos e metas para 2026, que também estão detalhados no item 3.7 deste relato.
Para realização do monitoramento do planejamento estratégico, a equipe de gestão da UFG realiza reuniões periódicas semanais. Trimestralmente são analisados os resultados parciais dos indicadores estratégicos de cada área e, no início de cada ano, ocorre o encontro de planejamento da UFG, que conta com a participação das principais áreas estratégicas da Universidade, incluindo a reitoria, pró-reitorias, secretarias, diretorias e demais órgãos institucionais.
Para aprimorar esse processo, a Universidade tem investido continuamente no desenvolvimento de sistemas e na adaptação de metodologias adequadas à sua realidade institucional. O objetivo é garantir maior efetividade e transparência na gestão dos resultados, facilitando o acompanhamento e a avaliação tanto pela comunidade acadêmica quanto pela sociedade em geral.
Alinhada a essa estratégia, a UFG desenvolveu dois sistemas fundamentais: o Sistema de Planejamento Estratégico e de Projetos (Sipep) e o Analisa UFG. Ambos têm sido amplamente utilizados para o monitoramento eficiente dos indicadores estratégicos e para a transparência na divulgação dos dados institucionais. Para saber mais, clique aqui (SIPEP UFG) e clique aqui (Analisa UFG).


Este capítulo sobre os resultados da UFG em 2025 inicia-se com uma síntese dos principais números, ranking e avaliações da UFG. Em seguida, são apresentados os indicadores de desempenho estabelecidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU). No terceiro tópico, são expostos os resultados obtidos em relação aos objetivos delineados no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2023-2027 da UFG.
3.7.1 UFG em números 2025
Estrutura física da UFG
11.530.400,00 m2 de área total
Fonte: Plano Diretor/UFG 2025
Unidades de ensino
30 Unidades acadêmicas
3 Unidades acadêmicas especiais
1 Unidade de ensino básico
Fonte: Secplan/UFG 2025
Graduação
114 cursos de graduação
19.464 estudantes na graduação
Fonte: Secplan/UFG 2025
Pós-graduação stricto sensu
Mestrado
63 cursos de mestrados
2.475 estudantes matriculados no mestrado
Fonte: PRPG/UFG 2025
Doutorado
46 cursos de doutorados
2.007 estudantes matriculados no doutorado
Fonte: PRPG/UFG 2025
Pós-graduação lato sensu
122 cursos de pós-graduação lato sensu
2.186 estudantes matriculados na pós-graduação lato sensu
Fonte: PRPG/UFG 2025
54 programas de residência médica e multiprofissional
664 estudantes matriculados na residência
Fonte: PRPG/UFG 2025
Educação Básica
801 estudantes matriculados no ensino Infantil, Fundamental e Médio
Fonte: Analisa/UFG 2025
Pesquisa e Inovação
R$ 89.484.984 em PD&I em cerca de 100 instrumentos contratuais
R$ 78.823.241,25 em projetos com financiamento da FINEP
2.874 projetos de pesquisa em andamento no ano de 2025, cadastrados no Sigaa
1.755 estudantes em Iniciação Científica (2025/2026)
2.871 artigos publicados em periódicos científicos especializados (Fonte: OpenAlex, 2025)
251 livros publicados
581 Capítulos de livros publicados
Fonte: PRPI/UFG 2025
Extensão, arte e cultura
951 atividades de extensão executadas em 2025
16.820 estudantes envolvidos em atividades de extensão
52 municípios do estado de Goiás atendidos por atividades de extensão
95 projetos artísticos foram promovidos
10.934 mil pessoas atendidas em projetos culturais
Fonte: PROEC/UFG 2025
Internacionalização
160 acordos internacionais de cooperação com instituições de 32 países
585 publicações com parcerias internacionais
132 países co-autores com a UFG
Fonte: SRI/UFG 2025
UFG+Inclusiva
7.081 estudantes de graduação matriculados ingressantes por cotas pelo SISU
134 estudantes indígenas matriculados ingressantes pelo UFGInclui
171 estudantes quilombolas matriculados ingressantes pelo UFGInclui
301 estudantes matriculados ingressantes na graduação de Intercultural indígena
81 estudantes matriculados ingressantes na graduação de Educação do Campus
Fonte: Secplan/UFG 2025
Apoio estudantil
3.218 bolsas de apoio a estudantes
Gestão de pessoas
2.205 servidores docentes ativos
2.193 servidores técnico-administrativos ativos
Em 2025, a UFG manteve-se classificada nos principais rankings internacionais de universidades, o que evidencia a sua importância no cenário global do ensino superior. Essa inserção é resultado de produção científica consolidada em âmbito internacional, da oferta ampla de formação e participação ativa em redes acadêmicas. Os rankings empregam metodologias distintas, mas convergem ao reconhecer a UFG dentro do grupo de instituições brasileiras com maior projeção internacional.
No Times Higher Education (THE), a UFG figura entre as universidades brasileiras mais bem posicionadas. A avaliação do THE tem ampliado o número de instituições analisadas ao longo dos anos, o que torna o ambiente competitivo e mais amplo. Mesmo nesse contexto, a UFG mantém lugar relevante no conjunto nacional e preserva sua inserção em faixas de destaque, associadas a desempenho consistente em pesquisa, ensino e internacionalização. Em 2025, a UFG foi classificada na 22ª posição dentre as principais universidades do país e que apresentam relevância no contexto internacional.
O caráter multifatorial do THE, que inclui impacto científico, ambiente acadêmico e colaboração internacional, reforça a amplitude das dimensões avaliadas. No caso da UFG, o indicador que mais contribui para seu desempenho tem sido a capacidade de estabelecer parcerias com órgãos e organismos nacionais e internacionais. Essa articulação institucional amplia o alcance das redes de pesquisa da Universidade e consolida sua presença em circuitos acadêmicos reconhecidos.
No Center for World University Rankings (CWUR), a UFG também se posiciona entre as universidades brasileiras reconhecidas por desempenho acadêmico e científico, situando-se entre as 25 instituições do país classificadas pelo sistema. O CWUR privilegia indicadores de qualidade da educação, de produtividade científica e de reputação, o que permite destacar áreas específicas de excelência. Nesse contexto, Ecologia e Odontologia aparecem entre as áreas que a UFG figura entre as principais instituições do mundo, evidenciando, assim, a inserção internacional de segmentos consolidados da Universidade.
Em 2025, a presença da UFG no Ranking Universitário Folha (RUF) evidencia sua inserção consolidada no sistema nacional de educação superior. O ranking, estruturado a partir de indicadores de ensino, pesquisa, mercado e inovação, posiciona a Universidade como a 13ª instituição mais importante do país. Esse resultado decorre de desempenho consistente em múltiplas frentes acadêmicas e reforça o papel da UFG na formação avançada, na produção científica e na qualificação de profissionais em escala nacional.
No recorte regional, a UFG figura ao lado da Universidade de Brasília (UnB) entre as instituições mais relevantes do Centro-Oeste. Essa posição expressa a centralidade das duas universidades na dinâmica científica e formativa da região, bem como sua capacidade de atuar como polos estruturantes de pesquisa, pós-graduação e inovação. A distribuição dos indicadores utilizados pelo RUF confirma a presença de ambas em patamar elevado no conjunto regional.
Quando se observam as dimensões de ensino e pesquisa, a UFG situa-se entre as 20 principais universidades brasileiras. Esse desempenho abrange a qualidade do corpo docente, a estrutura de formação, a produção científica indexada e a capacidade de captar recursos para investigação. O conjunto desses elementos mantém a universidade em faixas superiores do ranking e demonstra continuidade de resultados acadêmicos em áreas estratégicas.
Na dimensão referente ao mercado, que considera a avaliação de empregabilidade de egressos por parte de empregadores, a UFG aparece entre as 15 instituições mais reconhecidas do país. Esse indicador sintetiza a percepção externa sobre a formação oferecida e destaca a aderência dos cursos às demandas profissionais. A posição alcançada reforça a presença da UFG no mercado de trabalho e sua capacidade de preparar estudantes para diferentes setores.
Em avaliações específicas por curso, a UFG apresenta resultados expressivos. Agronomia, Artes Plásticas, Biologia e Biomedicina são classificadas como as melhores do Centro-Oeste, evidenciando áreas com trajetória consolidada. Nos demais cursos avaliados pelo RUF, a universidade ocupa, em geral, a primeira ou a segunda posição regional, o que demonstra amplitude de qualidade acadêmica e a robustez institucional em diferentes campos do conhecimento.
- A UFG está entre os 3% das instituições universitárias do país e em 18º entre as universidades federais, segundo o Índice Geral de Cursos (IGC)
- Todos os 23 cursos avaliados em 2025 foram classificados com os conceitos ótimo e excelente. (De acordo com o MEC, os conceitos 4 e 5 são para instituições de excelência)
- Dos cursos avaliados, 18 cursos (78%) tiveram conceito máximo.
A Comissão Própria de Avaliação (CPA) da Universidade Federal de Goiás (UFG) foi instituída com base no artigo 11 da Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004, que estabelece o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). Nos termos do referido dispositivo legal, compete à CPA a condução dos processos internos de avaliação institucional, bem como a sistematização e o encaminhamento das informações ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).
Constituída por representantes dos diversos segmentos da comunidade universitária e da sociedade civil organizada, a CPA é responsável pela coordenação da autoavaliação institucional, abrangendo a Universidade em sua totalidade, incluindo cursos, programas, corpo docente e técnico-administrativo.
Seu objetivo central consiste na consolidação de uma cultura avaliativa que favoreça a análise sistemática da realidade institucional, dos fatores condicionantes da eficiência organizacional e das potencialidades existentes, subsidiando o aprimoramento das atividades acadêmicas e administrativas e o cumprimento da missão social da Universidade como instituição pública de educação superior.
Com vistas à ampliação da representatividade e da eficiência dos processos avaliativos, a CPA incorporou tecnologias digitais e passou a integrar a estrutura da Secretaria de Planejamento, Avaliação e Informações Institucionais (SECPLAN), conforme Resolução CONSUNI nº 146/2022. Essa vinculação favoreceu o compartilhamento de recursos e fortaleceu a integração com a Diretoria de Estudos Estratégicos (DEE), responsável pela consolidação de diagnósticos institucionais com base em dados internos, indicadores oficiais e avaliações externas. Os produtos analíticos da CPA passaram a compor o Analisa UFG, plataforma de apoio à gestão institucional que centraliza informações estratégicas da Universidade.
Com base nos dados sistematizados na plataforma “Analisa UFG”, observa-se que, no ano de 2025, os instrumentos avaliativos da CPA foram respondidos por 13.045 estudantes de graduação. Considerando o total de 19.739 matrículas, conforme dados da PROGRAD, o índice de participação corresponde a 66,1% dos estudantes matriculados.
No que se refere ao corpo docente, de acordo com dados da Pró- Reitoria de Gestão de Pessoas (PROPESSOAS), a UFG contava, em 2025, com 2.182 docentes ativos, dos quais 1.321 participaram da autoavaliação institucional, representando um índice de participação de aproximadamente 60,5%.
No âmbito da pós-graduação, considerando o total de 4.963 estudantes matriculados em 2025, a participação discente foi de aproximadamente 21,5% no primeiro semestre e 22,9% no segundo semestre. Embora tais percentuais ainda indiquem potencial de ampliação, evidenciam avanço em relação aos ciclos anteriores.
Esse cenário sugere a efetividade das estratégias institucionais adotadas, tais como o fortalecimento das ações de sensibilização, o aprimoramento dos instrumentos avaliativos e a integração com plataformas digitais, contribuindo para a consolidação da autoavaliação como prática contínua, participativa e estratégica, especialmente no âmbito da pós-graduação.
ANÁLISE DE CONTEÚDO DOS PRINCIPAIS APONTAMENTOS APRESENTADOS PELOS DISCENTES
RESULTADOS: ANÁLISE DE CONTEÚDO DOS PRINCIPAIS APONTAMENTOS APRESENTADOS PELOS SERVIDORES DOCENTES
Em síntese, os resultados evidenciam que o fortalecimento institucional da UFG demanda a articulação entre planejamento estratégico, valorização dos sujeitos institucionais e aprimoramento contínuo das práticas, fundamentado na escuta qualificada da comunidade acadêmica. Persistem desafios relacionados à infraestrutura, à organização do trabalho e à efetividade dos canais de participação, bem como aspectos a serem aprimorados nas políticas de inclusão, assistência estudantil, permanência e internacionalização.
No âmbito acadêmico e administrativo, destacam-se demandas por maior valorização dos servidores, revisão de práticas pedagógicas e consolidação de diretrizes para atividades remotas, além da necessidade de ampliação da participação e da transparência nos processos decisórios.
Diante desse contexto, reafirma-se a importância de um novo ciclo de planejamento institucional, orientado por evidências, diálogo intersetorial e compromisso com a qualidade acadêmica, a permanência estudantil, a valorização profissional e a inovação no âmbito da Universidade.
Todos os relatórios e informações relacionadas à avaliação institucional estão disponíveis no site da CPA.
O Tribunal de Contas da União (TCU) audita as universidades federais desde os anos 1980, com foco na gestão financeira e desempenho acadêmico. Para essa avaliação, o TCU utiliza indicadores que se adaptam a mudanças legislativas e de políticas públicas para a educação superior.
A Portaria TCU nº 72/2020 define 12 indicadores que analisam quatro áreas principais: Ensino, Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento Institucional. Essas métricas são calculadas com base em dados das próprias universidades e de fontes públicas, como o Censo da Educação Superior. O TCU conduz avaliações anuais, divulgando os resultados para as universidades e para o público. Isso incentiva a transparência e a responsabilização, garantindo uma gestão eficiente dos recursos públicos e qualidade na educação superior.
Os indicadores cobrem uma variedade de tópicos, como custos correntes, número de estudantes em tempo integral, número de professores, servidores técnicos e envolvimento estudantil. Outros indicadores como o conceito CAPES, a Taxa Média de Sucesso na Graduação (TSG) e o Índice de Qualificação do Corpo Docente (IQCD) avaliam a qualidade dos cursos e do corpo docente.
Esses indicadores fornecem informações essenciais que permitem melhorias na gestão e desempenho acadêmico e orientam políticas públicas na área de educação superior no Brasil. Uma visualização detalhada desses números se encontra disposta na Tabela 4, a seguir.
Tabela 4 - Evolução dos Indicadores Universitários TCU da UFG, no período de 2019 a 2024
Fonte: Dados internos da UFG, 2024
3.7.6.1 estudante(a) em tempo integral em relação ao número de funcionários(as) equivalentes com Hospital Universitário*
*Número de funcionários equivalentes com HU (hospitais universitários) = professores que atuam exclusivamente no ensino médio e/ou fundamental + servidores técnico-administrativos vinculados à Universidade, inclusive hospitais universitários e maternidade + contratados sob a forma de serviços terceirizados (limpeza, vigilância, etc), contabilizados em postos de trabalho de 8 horas diárias ou de 6 horas, em caso de exigência legal, excluídos postos de trabalho nos hospitais universitários e maternidade - funcionários afastados para capacitação e mandato eletivo ou cedidos para outros órgãos e/ou entidades da administração pública em 31/12 do exercício.
Gráfico 1 -Aluno tempo integral em relação ao número de funcionários equivalentes [incluindo funcionários a serviço do(s) HU(s)]

Fonte: Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (SIMEC/MEC), extraído em 29 de março de 2025.
O respectivo indicador se refere à relação entre o número de estudantes em tempo integral e o número de funcionários equivalentes, incluindo os funcionários que prestam serviços ao hospital universitário (HU). O indicador, portanto, busca avaliar a eficiência do uso dos recursos humanos em uma instituição de ensino superior, considerando o número de estudantes em tempo integral atendidos em relação ao número de funcionários equivalentes disponíveis, incluindo aqueles que trabalham no hospital universitário vinculado à instituição.
Nota-se que, ao longo dos últimos dez anos, na UFG, a proporção de estudantes em tempo integral em relação ao número de funcionários tem se mantido em uma média estável, em torno de 7. Em alguns anos, especialmente anteriores a 2017, observou-se que essa proporção foi superior à média das universidades federais. No entanto, a partir deste ano, na UFG, essa proporção tem se mantido abaixo da média nacional.
3.7.6.2 Taxa de sucesso na graduação (TSG)
Gráfico 2 - Taxa de sucesso na graduação (TSG)

Gráfico 2
Fonte: Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (SIMEC/MEC), extraído em 29 de março de 2025.
3.7.6.3 estudante(a) em tempo integral em relação ao número de funcionários(as) equivalentes sem Hospitais Universitários*
* Número de funcionários equivalentes sem HU (hospitais universitários) = professores que atuam exclusivamente no ensino médio e/ou fundamental + servidores técnico-administrativos vinculados à Universidade, excluindo aqueles vinculados exclusivamente a hospitais universitários e maternidade + contratados sob a forma de serviços terceirizados (limpeza, vigilância, etc), contabilizados em postos de trabalho de 8 horas diárias ou de 6 horas, em caso de exigência legal, excluídos postos de trabalho nos hospitais universitários e maternidade - funcionários afastados para capacitação e mandato eletivo ou cedidos para outros órgãos e/ou entidades da administração pública em 31/12 do exercício.
Gráfico 3 - Aluno tempo integral em relação ao número de funcionários equivalentes (excluindo funcionários a serviço do(s) HU(s)]

Fonte: Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (SIMEC/MEC), extraído em 29 de março de 2025.
3.7.6.4 estudante(a) em tempo integral em relação ao número de professores(as) equivalentes*
*Número de professores equivalentes = professores em exercício efetivo no ensino superior (graduação, pós-graduação stricto sensu e residência médica), inclusive ocupantes de funções gratificadas e cargos comissionados + substitutos e visitantes - professores afastados para capacitação e mandato eletivo ou cedidos para outros órgãos e/ou entidades da administração pública em 31/12 do exercício.
Gráfico 4 - Aluno tempo integral em relação ao número de professores equivalentes

Fonte: Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (SIMEC/MEC), extraído em 29 de março de 2025.
Este indicador é utilizado para medir a eficiência do uso dos recursos humanos nas IES. Ele dimensiona o número de estudantes equivalentes em tempo integral e a capacidade de atendimento dos funcionários ativos na instituição. Para o cálculo desse indicador, divide-se o número de estudantes em tempo integral pelo número de professores equivalentes em tempo integral. Por exemplo, se uma instituição tem 1.000 estudantes em tempo integral e 50 professores em tempo integral, a relação estudante-professor será de 20/1 (1.000/50 = 20). Essa é uma importante métrica para indicar a capacidade da instituição de fornecer atenção e suporte aos estudantes. Uma baixa relação de estudantes por professor demonstra que a instituição tem mais recursos para fornecer aos estudantes uma educação de qualidade e atendimento personalizado.
De acordo com o gráfico 5, observa-se que, em média, a proporção em IES é de aproximadamente 12 estudantes em tempo integral por professor, enquanto na UFG a proporção é de 9 estudantes por professor. Nos últimos dez anos, apenas em 2016 e 2020 a proporção de estudantes em tempo integral por professor extrapolou a média nacional das universidades federais.
3.7.6.5 Conceito Capes
Gráfico 5 - Conceito CAPES

Fonte: Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (SIMEC/MEC), extraído em 29 de março de 2025.
Este indicador se refere ao conceito médio atribuído pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) aos programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) das IES. O conceito Capes varia em uma escala de 1 a 7, sendo o valor 7 equivalente aos programas de excelência. Esse conceito é atribuído a cada programa de pós-graduação avaliado pela Capes, com base em critérios estabelecidos pela agência.
Nesse contexto, observa-se que, nos últimos anos, a UFG tem apresentado valores próximos à média das outras universidades federais (aproximadamente 4,38). Isso significa que a maioria dos programas de pós-graduação, tanto na UFG quanto nas outras instituições federais, estão habilitados a oferecer doutorado e caminham para a consolidação.
3.7.6.6 Custo corrente incluindo 35% das despesas do Hospital Universitário (HUs)
Gráfico 6 - Custo corrente incluindo 35% das despesas do Hospital Universitário (HUs)

Fonte: Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (SIMEC/MEC), extraído em 29 de março de 2025.
Esta medida é a soma de todas as despesas relacionadas à formação acadêmica dos estudantes, incluindo uma parcela das despesas do Hospital Universitário (HU). O valor de 35% das despesas do HU se refere a uma parcela das despesas do hospital universitário que são atribuídas aos custos de formação dos estudantes da instituição da área de saúde. Isso ocorre porque muitas universidades têm um hospital universitário afiliado que fornece oportunidades de estágio e formação para os estudantes de medicina e outras áreas da saúde. Portanto, essas despesas são incluídas no cálculo do custo corrente.
Nesse aspecto, observa-se que, nos últimos 10 anos analisados, o respectivo custo corrente da UFG supera os valores médios observados em outras Universidades Federais. Em 2024, o custo corrente acrescido das despesas com o Hospital Universitário da UFG superou em 58,44% a média apresentada por outras universidades federais.
3.7.6.7 Custo corrente excluindo 35% das despesas do Hospital Universitário (HUs)
Gráfico 7 - Custo corrente excluindo 35% das despesas do Hospital Universitário (HUs)

Fonte: Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (SIMEC/MEC), extraído em 29 de março de 2025.
Este indicador representa a soma total das despesas adicionais relacionadas à formação acadêmica dos estudantes, excluindo uma parcela das despesas do hospital universitário (HU). Esse indicador é utilizado para o acompanhamento da eficiência e efetividade dos gastos públicos no setor de educação superior. De acordo com o Gráfico 7, a seguir, assim como na figura anterior, verificou-se que os valores apresentados pela UFG superaram, em todos os anos analisados, a média apresentada pelas universidades federais. Em 2024, o custo corrente da UFG supera em 51,49% a média computada entre as outras instituições de ensino superior federais.
3.7.6.8 Funcionários(as) equivalentes em relação ao número de professores(as) equivalentes, incluindo funcionários(as) do(s) HU(s)*
* Número de professores equivalentes = professores em exercício efetivo no ensino superior (graduação, pós-graduação stricto sensu e residência médica), inclusive ocupantes de funções gratificadas e cargos comissionados + substitutos e visitantes - professores afastados para capacitação e mandato eletivo ou cedidos para outros órgãos e/ou entidades da administração pública em 31/12 do exercício.
Gráfico 8 - Funcionários equivalentes em relação ao total de professores equivalentes [incluindo funcionários a serviço do(s) HU(s)]

Fonte: Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (SIMEC/MEC), extraído em 29 de março de 2025.
Este indicador se refere à relação entre o número de funcionários equivalentes e o número total de professores equivalentes de uma IES, incluindo os funcionários que trabalham no hospital universitário (HU). Essa relação pode ser utilizada como uma medida de eficiência na utilização dos recursos humanos da instituição, considerando tanto os servidores docentes e técnico-administrativos quanto os demais funcionários envolvidos nas atividades acadêmicas desempenhadas pela instituição. Observa-se que, a partir de 2019, a proporção de funcionários equivalentes em relação ao total de professores equivalentes, na UFG, foi próxima à média das universidades federais.
3.7.6.9 Funcionários(as) equivalentes em relação ao número de professores(as) equivalentes, excluindo funcionários(as) do(s) HU(s)*
* Número de professores equivalentes = professores em exercício efetivo no ensino superior (graduação, pós-graduação stricto sensu e residência médica), inclusive ocupantes de funções gratificadas e cargos comissionados + substitutos e visitantes - professores afastados para capacitação e mandato eletivo ou cedidos para outros órgãos e/ou entidades da administração pública em 31/12 do exercício.
Gráfico 9 - Funcionários equivalentes em relação ao total de professores equivalentes [excluindo funcionários a serviço do(s) HU(s))

Fonte: Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (SIMEC/MEC), extraído em 29 de março de 2025.
Este indicador é similar ao indicador anteriormente explicado, porém exclui os funcionários que trabalham no hospital universitário (HU) da contagem de funcionários equivalentes. Isso permite o acompanhamento da eficiência na utilização dos recursos humanos da instituição em relação às atividades acadêmicas, sem considerar as atividades desenvolvidas no HU. Dessa forma, o indicador pode ser utilizado para avaliar a relação entre o número de servidores docentes e os servidores técnico-administrativos e demais colaboradores envolvidos nas atividades acadêmicas da instituição.
Em 2024, observou-se que a média registrada pela UFG (1,31) foi maior em relação à média do período de 2017 a 2019 (1,11). Em relação à média das outras universidades federais, observa-se que os valores da UFG, a partir de 2019, são bem próximos.
3.7.6.10 Grau de envolvimento discentes com pós-graduação (GEPG)
Gráfico 10 - Grau de envolvimento com pós-graduação (GPEG)

Fonte: Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (SIMEC/MEC), extraído em 29 de março de 2025.
3.7.6.11 Grau de participação estudantil (GPE)
Gráfico 11 - Grau de participação Estudantil (GPE)

Fonte: Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (SIMEC/MEC), extraído em 29 de março de 2025.
Este indicador se refere à proporção de estudantes que participam de atividades extracurriculares na instituição. Essas atividades extracurriculares podem incluir programas de voluntariado, projetos de pesquisa, atividades de extensão universitária, eventos acadêmicos, programas de intercâmbio e outras atividades que não estão diretamente relacionadas ao currículo obrigatório do curso. O objetivo do indicador é medir o envolvimento dos estudantes nas atividades além da sala de aula e avaliar a capacidade da instituição de promover um ambiente acadêmico enriquecedor e engajador. O GPE pode ser usado como uma medida da qualidade da experiência do estudante na instituição, já que a participação em atividades extracurriculares pode contribuir para o desenvolvimento de habilidades e competências, além daquelas aprendidas no currículo obrigatório, bem como proporcionar uma rede de contatos e oportunidades de aprendizado fora da sala de aula.
Observa-se que, nos últimos dez anos analisados, o GPE da UFG tem superado a média das universidades federais. Em 2024, no entanto, o GPE da UFG (0,61) foi cerca de 16,43% menor em relação à média das demais Instituições Federais (0,73). Isso pode ser explicado por alguma imprecisão no registro de dados nos sistemas de pesquisa e extensão, já que não houve nenhum fato extraordinário que explique essa mudança drástica nesse indicador. A universidade fará uma auditoria nos dados para verificar essa discrepância.
3.7.6.12 Índice de Qualificação do Corpo Docente (IQCD)
Gráfico 12 - Índice de Qualificação do Corpo Docente (IQCD)

Fonte: Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (SIMEC/MEC), extraído em 29 de março de 2025.
O Índice de Qualificação do Corpo Docente (IQCD) é um indicador utilizado para avaliar a qualificação dos professores das IES. É calculado com base na formação dos professores, levando em consideração a titulação acadêmica e a experiência profissional, dividindo a soma dos pontos de titulação dos professores pela quantidade total de professores de cada instituição. O indicador considera os seguintes graus de formação: graduação (1 ponto); especialização (2 pontos); mestrado (3 pontos); doutorado (5 pontos). Varia de 0 a 5 pontos e, quanto maior o valor, maior é a qualificação média do corpo docente da instituição avaliada. É um indicador importante para avaliar a qualidade do ensino e da pesquisa nas IES, pois reflete a qualificação do corpo docente, um dos principais fatores que influenciam a qualidade das atividades acadêmicas desenvolvidas nas universidades.
Nos anos analisados, observou-se que tanto a UFG quanto a média das outras universidades federais se mantiveram acima de 4. Em 2024, a média da UFG (4,67) é bem próxima daquela das universidades federais (4,66). Observa-se que, neste caso, a maioria dos professores vinculados às universidades federais apresentam o mais elevado grau de formação (doutorado), e na UFG não tem sido diferente.
Os resultados apresentados neste capítulo correspondem aos objetivos estratégicos delineados no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da Universidade Federal de Goiás (UFG) para o período 2023-2027. A UFG tem avançado continuamente na qualidade do monitoramento dos seus indicadores estratégicos e gerenciais pelo Sistema de Planejamento Estratégico e Projetos (SIPEP).
Para apresentar os resultados foram definidos indicadores de resultados e de esforço. Foi possível também considerar indicadores definidos no acórdão nº 461/2022 e nº 1712/2023 do Plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a auditoria operacional realizada junto às IFES em 2020.
Considerando que se trata de um PDI com duração quinquenal, os resultados a seguir correspondem aos indicadores para os quais já há coletas sistematizadas. A estrutura de apresentação dos resultados do PDI está organizada em torno de perspectivas estratégicas, temáticas e objetivos estratégicos e específicos.
As atividades finalísticas relacionadas ao Ensino, à Pesquisa e Inovação, bem como à Extensão, Arte e Cultura, estão agrupadas nas temáticas pertencentes à perspectiva estratégica “Comunidade Acadêmica e Sociedade”. A perspectiva estratégica “Processos Internos” compreende as temáticas de Internacionalização, Assuntos Estudantis, Políticas de Inclusão, Infraestrutura e Sustentabilidade, Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Comunicação. Já a perspectiva estratégica “Aprendizagem e Desenvolvimento Institucional” abarca as temáticas de Planejamento e Gestão de Pessoas. Por fim, a perspectiva “Finanças e Orçamento” contempla a temática de Gestão Financeira e Orçamentária.
Os resultados referentes aos 29 objetivos estratégicos do PDI UFG 2023-2027 são apresentados por meio dos indicadores com série histórica, resultados do ano de 2024 e a meta (quando foi possível estimar) para o ano de 2025 e por meio de descrição detalhada de resultados apurados.
Em 2025, a Universidade Federal de Goiás (UFG) alcançou um marco histórico em sua trajetória institucional ao ser classificada, pela primeira vez, na Faixa 5 do Índice Geral de Cursos (IGC), avaliação realizada anualmente pelo Ministério da Educação (MEC). Esse resultado posiciona a Universidade entre as instituições de ensino superior consideradas de excelência no país, refletindo um processo consistente de crescimento e consolidação ao longo de mais de uma década.
O IGC constitui um dos principais indicadores de qualidade do ensino superior brasileiro, ao avaliar o desempenho das instituições com base na qualidade de seus cursos de graduação e pós-graduação. Nesse contexto, o desempenho da UFG em 2025 revela-se ainda mais significativo: entre as 2.101 instituições avaliadas pelo MEC, apenas 66 atingiram a Faixa 5, o que corresponde a aproximadamente 3% do total. Ao integrar esse grupo restrito, a Universidade reafirma sua inserção no seleto conjunto de instituições de excelência nacional.
Sob a perspectiva regional, a conquista ganha ainda maior relevância. Na região Centro-Oeste, a UFG figura entre apenas três instituições a alcançar a Faixa 5, ao lado da Universidade de Brasília (UnB) e da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), ambas do Distrito Federal. Considerando o universo de 218 instituições avaliadas na região, a UFG situa-se entre os 1,4% com melhor desempenho no IGC, o que evidencia sua centralidade e protagonismo no cenário regional.
Quando analisado o conjunto das universidades federais brasileiras, o resultado também se destaca. Das 68 universidades federais, apenas 20 alcançaram a Faixa 5 em 2025, sendo que a UFG ocupa a 14ª posição nesse ranking de excelência. Tal reconhecimento abrange tanto a qualidade da graduação quanto da pós-graduação, reforçando o compromisso institucional com a formação acadêmica, a produção científica e a geração de impacto social.
Esse desempenho é fruto de um investimento contínuo em infraestrutura, qualificação do corpo docente, inovação pedagógica e fortalecimento da pós-graduação. Ademais, ocorre em um contexto nacional desafiador para as universidades públicas, marcado por restrições orçamentárias e pelo aumento das demandas sociais, o que torna o resultado ainda mais expressivo.
Dessa forma, ao alcançar a Faixa 5 no IGC, a UFG não apenas consolida sua posição como universidade pública de referência, mas também reafirma seu compromisso com a qualidade, a inclusão e a excelência acadêmica. Em síntese, trata-se de uma conquista coletiva, construída pelo esforço de toda a comunidade universitária, incluindo docentes, técnicos, estudantes e gestores, o que fortalece o papel da instituição no desenvolvimento científico, tecnológico e social do país.
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No exercício de 2025, a Universidade Federal de Goiás (UFG) manteve como diretriz estratégica a ampliação das condições de permanência e o fortalecimento do sucesso acadêmico de seus estudantes. Para tanto, estruturou e consolidou programas, projetos e políticas voltados à assistência estudantil, ao apoio psicossocial, à acessibilidade, à inclusão, à orientação acadêmica e ao incentivo ao protagonismo estudantil.
Como resultado desse conjunto de ações, a UFG alcançou o patamar de Excelência Acadêmica, conforme avaliação realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com base nos indicadores contínuos de graduação e de pós-graduação das universidades brasileiras. Esse desempenho posicionou a Universidade entre as 3% melhores instituições de ensino superior do país e na 18ª colocação entre as universidades federais.
Os resultados obtidos evidenciam a relação direta entre a qualidade do ensino ofertado e os indicadores acadêmicos institucionais. Observa-se aumento nas taxas de permanência estudantil, maior preenchimento de vagas, redução da retenção e ampliação da produção acadêmica, com trabalhos, pesquisas e projetos reconhecidos e premiados. Adicionalmente, verifica-se elevado nível de engajamento da comunidade acadêmica, aumento da satisfação institucional e fortalecimento do sentimento de pertencimento à Universidade.
No exercício de 2025, a Universidade Federal de Goiás (UFG) executou ações estratégicas voltadas à ampliação e à qualificação da oferta educacional nas modalidades presencial e a distância, em consonância com seu compromisso institucional com o acesso, a inclusão e a excelência no ensino superior público.
No âmbito da Educação a Distância (EaD), o Centro Integrado de Aprendizagem em Rede (Ciar) consolidou avanços relevantes na institucionalização dessa modalidade, com sua integração às políticas acadêmicas da Universidade e a ampliação de sua presença nos cursos de graduação e de pós-graduação. Destacam-se, nesse contexto, a implementação de sistemas mais seguros, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e o alinhamento às diretrizes do ensino híbrido. Ademais, ocorreram atualizações em larga escala nos ambientes virtuais de aprendizagem, com vistas ao aprimoramento da infraestrutura tecnológica e à melhoria da experiência acadêmica.
No que se refere à pós-graduação, tanto nos cursos stricto sensu quanto lato sensu, registraram-se iniciativas voltadas à expansão e à consolidação das atividades acadêmicas, com foco na qualificação da formação ofertada e no fortalecimento da produção científica e tecnológica.
No exercício de 2025, a Universidade Federal de Goiás (UFG) executou ações estratégicas voltadas à ampliação e à qualificação da oferta educacional nas modalidades presencial e a distância, em consonância com seu compromisso institucional com o acesso, a inclusão e a excelência no ensino superior público.
No âmbito da Educação a Distância (EaD), o Centro Integrado de Aprendizagem em Rede (Ciar) consolidou avanços relevantes na institucionalização dessa modalidade, com sua integração às políticas acadêmicas da Universidade e a ampliação de sua presença nos cursos de graduação e de pós-graduação. Destacam-se, nesse contexto, a implementação de sistemas mais seguros, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e o alinhamento às diretrizes do ensino híbrido. Ademais, ocorreram atualizações em larga escala nos ambientes virtuais de aprendizagem, com vistas ao aprimoramento da infraestrutura tecnológica e à melhoria da experiência acadêmica.
A UFG vem consolidando importantes avanços no fortalecimento da formação e valorização da docência, reafirmando seu compromisso com a excelência acadêmica e a qualidade da educação pública. O ELEB conseguiu aglutinar um número significativo de trabalhos, sendo que houve a junção com o Prolicen, com a seleção e apresentação de trabalhos sobre a docência, formação de professores e iniciação científica. No incentivo à iniciação à docência, 27 cursos de licenciatura foram contemplados com bolsas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid. Vinculadas à Política Nacional de Formação de Professores, essas ações reforçam a integração dos licenciandos às escolas públicas e promovem a valorização da trajetória docente desde a formação inicial.
A UFG tem ampliado de forma contínua seus esforços para fortalecer a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico e a promoção da inovação. Por meio da articulação entre ensino, pesquisa e extensão, da valorização dos programas de pós-graduação e da consolidação de parcerias estratégicas, a Universidade tem impulsionado a produção de conhecimento com foco em soluções para os desafios da sociedade. O apoio institucional à pesquisa, o incentivo à internacionalização e a criação de ambientes propícios à inovação têm sido pilares fundamentais para a expansão qualitativa e quantitativa das atividades de pesquisa na UFG.
A UFG intensificou suas ações para o desenvolvimento da pesquisa científica, tecnológica e da inovação, reforçando a articulação entre ensino, pesquisa e extensão e fortalecendo a integração com programas de pós-graduação e parcerias estratégicas. Nesse contexto, a UFG ampliou as oportunidades no Programa de Iniciação à Pesquisa (PIP), promovendo maior envolvimento de estudantes na pesquisa acadêmica desde a graduação, o que contribui para a formação de novos pesquisadores e para o fortalecimento da cultura científica na instituição. O apoio institucional à pesquisa, o incentivo à internacionalização e a criação de ambientes propícios à inovação têm sido pilares fundamentais para a expansão qualitativa e quantitativa das atividades de pesquisa na UFG, reafirmando seu compromisso com a ciência, a tecnologia e a inovação a serviço da sociedade.
Em 2025, a UFG ampliou significativamente suas ações de incentivo ao empreendedorismo e à inovação, com ações estruturantes e integradas. Destaca-se a consolidação do Parque Tecnológico Samambaia (PTS), com ampliação da infraestrutura, incluindo o Centro Colabora+ (90% concluído) e a inauguração do CEMEP, equipado com tecnologias inéditas no país. O PTS também intensificou sua inserção no ecossistema por meio de eventos, visitas técnicas e parcerias institucionais. O CRTI realizou mais de 6 mil análises, atendendo demandas acadêmicas e empresariais, evidenciando sua relevância na prestação de serviços tecnológicos. A Rede IPElab expandiu sua capacidade operacional, com novos equipamentos, equipe ampliada e atuação em sete laboratórios, fortalecendo a cultura maker e a prototipagem. Suas ações formativas, de extensão e inovação impactaram milhares de pessoas, com oficinas, visitas e projetos como o IPElab Volante. No campo da propriedade intelectual, o SPITT ampliou registros, depósitos e contratos, fortalecendo a transferência de tecnologia e parcerias de PD&I. A certificação CERNE 3 do CEI-UFG e a ampliação de programas de incubação reforçam a maturidade institucional. Iniciativas como a OEU e o Ideathon ampliaram o engajamento estudantil e a geração de negócios inovadores. Esses resultados evidenciam o fortalecimento do ecossistema de inovação da UFG, com impactos diretos no ensino, pesquisa, extensão e desenvolvimento regional.
Em 2025, a UFG fortaleceu suas atividades de extensão, promovendo a popularização da ciência e das ações sustentáveis e culturais. Foram registradas 2.741 atividades de extensão em 2025, representando um crescimento de aproximadamente 5%. O percentual de discentes da graduação em ações de extensão atingiu 84,9%, enquanto a UFG teve impacto em 141 municípios goianos. No campo da sustentabilidade, foram realizadas 99 atividades de extensão voltadas à temática, alcançando 30,48% dos municípios do Estado de Goiás. Esse resultado reforça o compromisso da UFG com a promoção do desenvolvimento sustentável, por meio de iniciativas que contribuem para a transformação social e ambiental nos territórios atendidos.
A UFG desenvolveu ações voltadas ao fortalecimento da cultura e das artes, com foco na diversidade, acessibilidade e valorização dos saberes tradicionais. Apesar do aumento das ações, houve redução no público atendido, em razão da transição do formato remoto, durante a pandemia, para atividades presenciais, priorizando a qualificação das experiências culturais. Destacam-se iniciativas de democratização do acesso, como editais para uso de espaços institucionais e a realização de eventos, exposições e festivais, a exemplo do Música no Câmpus e das ações culturais no Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONPEEX).
Em 2025, a UFG consolidou avanços expressivos no processo de internacionalização, evidenciados pelo crescimento consistente de seus principais indicadores. O número de discentes estrangeiros regulares apresentou aumento significativo, passando de 200 para 343, refletindo a ampliação da atratividade institucional. Observou-se também a expansão dos acordos internacionais de mobilidade e de ensino, ambos atingindo 155 parcerias, o que demonstra o fortalecimento das redes acadêmicas globais. No campo da formação, houve ampliação da oferta de cursos do Instituto Confúcio (40) e retomada gradual dos cursos de línguas estrangeiras. A pesquisa com participação internacional também avançou, alcançando 233 projetos, indicando maior inserção da UFG em redes científicas globais. Além disso, a universidade intensificou sua agenda internacional com a realização de 55 eventos, reforçando sua presença e articulação no cenário acadêmico internacional. Esses resultados evidenciam o fortalecimento contínuo da política de internacionalização da UFG.
A UFG avançou na potencialização da qualidade da vida estudantil por meio do fortalecimento das políticas de assistência e bem-estar. Em 2025, ampliou a qualidade e a cobertura dos atendimentos, garantindo, em diversas modalidades de bolsas, o atendimento integral da demanda, além de promover reajuste médio de 40% nos valores concedidos. Os atendimentos indiretos mantiveram caráter universal, assegurando acesso à alimentação com subsídio ou isenção. Destacam-se também a implementação de novas iniciativas voltadas à autonomia e saúde mental dos estudantes, como os projetos “Manejo da Ansiedade” e “Diz aí Universitário”, além da retomada do apoio à participação em eventos acadêmicos. Essas ações foram complementadas pelo estímulo ao protagonismo estudantil, reforçando o sentimento de pertencimento e a permanência qualificada, consolidando a assistência estudantil como eixo estratégico para o sucesso acadêmico e a inclusão social na UFG.
A UFG avançou na consolidação de políticas institucionais estruturadas e integradas. Em 2025, fortaleceu a atuação da a Secretaria de Inclusão (SIN) por meio de suas diretorias de Ações Afirmativas, Acessibilidade e Mulheres e Diversidades, promovendo ações voltadas a públicos como pessoas negras, indígenas, quilombolas, com deficiência, LGBT+, entre outros. Destacaram-se os atendimentos em processos seletivos de graduação e pós-graduação, com atuação qualificada das bancas de heteroidentificação e de verificação da condição de deficiência, assegurando a efetividade das políticas de ações afirmativas. Também ampliou iniciativas formativas e de sensibilização, como a Campanha UFG Inclusiva, além de avançar na acessibilidade com a reestruturação do Núcleo de Estudos e Práticas em Tradução e Interpretação em Libras (Neptils) e ampliação de serviços em Libras. Foram ainda fortalecidas instâncias de participação e acompanhamento, como a Comissão de Inclusão e Permanência (CINPE) e as comissões específicas, contribuindo para uma atuação mais capilarizada.
A Secretaria de Inclusão (SIN) da UFG, realizou evento voltado à socialização dos resultados e à troca de experiências do projeto “Direitos Humanos para Políticas Públicas”, direcionado a comunidades quilombolas, povos e comunidades tradicionais de matriz africana, povos de terreiros e comunidades ciganas. O projeto resulta de parceria entre a UFG, o Ministério da Igualdade Racial (MIR), a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e a Fundação de Apoio à Pesquisa (FUNAPE), e contribui para o fortalecimento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial e dos direitos humanos.
Em 2025, as ações de inclusão na UFG foram consolidadas, com destaque para a promoção de capacitações que qualificaram os servidores e ampliaram o número de participantes em cursos de formação sobre inclusão. A Secretaria de Inclusão (SIN) apoiou eventos importantes como o ENEI (Encontro Nacional de Estudantes Indígenas), o ENEQ (Encontro Nacional de Estudantes Quilombolas) e o ATL (Acampamento Terra Livre), reafirmando o compromisso com a valorização das culturas e direitos dos povos tradicionais, indígenas e quilombolas. Esse contato direto contribui com o planejamento de políticas interculturais mais justas e eficazes, voltadas à permanência na Universidade e ao respeito aos Territórios e Saberes Tradicionais e Originários. A SIN atua de maneira integrada, em parceria com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), a Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) e o Instituto Verbena, mantendo um diálogo constante e ações cooperadas para atender demandas específicas de estudantes. Dessa forma, assegura-se o monitoramento e boa gestão do Programa de Atendimento Especial a Estudantes Indígenas e Quilombolas (PAEIQ), dos processos seletivos de estagiários e dos processos seletivos do Programa UFGInclui.
A UFG deu continuidade, em 2025, à expansão de suas ações de sustentabilidade, com avanços na gestão ambiental e no fortalecimento de práticas voltadas ao manejo responsável de resíduos. Os resultados alcançados demonstram evolução nos indicadores relacionados à coleta e destinação de resíduos comuns e resíduos de serviços de saúde, evidenciando o aprimoramento das rotinas operacionais e das ações de conscientização ambiental nos câmpus. O volume semanal de resíduos comuns coletados apresentou crescimento, passando de 3.912 para 4.206 contêineres de 1.200 litros, refletindo a ampliação da cobertura dos serviços e da capacidade de gerenciamento dos resíduos sólidos.
Também houve aumento no volume de resíduos perigosos coletados, especialmente os resíduos de serviços de saúde (RSS), que passaram de 29.367,60 kg em 2024 para 46.515,14 kg em 2025, indicando maior controle, monitoramento e destinação ambientalmente adequada desses materiais. As ações desenvolvidas pela Universidade reforçam o compromisso institucional com a sustentabilidade, a saúde ambiental e a promoção de práticas alinhadas aos princípios da responsabilidade socioambiental. Dessa forma, a UFG consolida sua atuação estratégica na construção de uma universidade mais sustentável, eficiente e comprometida com os desafios ambientais contemporâneos.
Em 2025, a UFG concluiu a elaboração e aprovou, por meio do Conselho Universitário (Consuni), o novo Plano Diretor 2025–2035, substituindo a versão vigente desde 1984. O documento, construído ao longo de 24 meses, representa um marco institucional no planejamento e ordenamento territorial da Universidade, orientando o desenvolvimento sustentável dos câmpus e contribuindo diretamente para a implementação de políticas de mobilidade sustentável. O Plano Diretor estabelece diretrizes para o uso e ocupação do solo, preservação de áreas verdes, distribuição de equipamentos urbanos e qualificação da infraestrutura, promovendo impactos positivos na qualidade de vida da comunidade universitária.
A proposta contempla todos os câmpus da UFG, incluindo os novos espaços em expansão, e foi construída de forma participativa, com reuniões e debates junto à comunidade acadêmica. Sua metodologia envolveu etapas de levantamento e georreferenciamento dos espaços físicos, diagnóstico de potencialidades e problemas, definição de diretrizes urbanísticas e elaboração de parâmetros técnicos para arquitetura e engenharia. Além de subsidiar decisões estratégicas sobre investimentos e expansão física, o Plano Diretor fortalece uma lógica de gestão integrada, sustentável e orientada ao futuro, consolidando-se como instrumento dinâmico e passível de atualização contínua conforme as transformações institucionais e sociais.
Em 2025, a Universidade Federal de Goiás (UFG) deu continuidade ao fortalecimento do objetivo estratégico de adequação da infraestrutura física institucional. Nesse contexto, a universidade intensificou as ações de monitoramento e controle das solicitações de manutenção, o que contribuiu para maior organização e eficiência na gestão dos espaços físicos. O Projeto UFG Bem Cuidada também teve continuidade, com foco na manutenção das estruturas físicas e na promoção de práticas sustentáveis nos ambientes institucionais.
No mesmo período, a UFG efetivou a contratação integrada de três obras contempladas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e iniciou as construções do Restaurante Universitário do Câmpus Aparecida de Goiânia, do Centro de Aulas do Câmpus de Goiás e do Espaço Intercultural no Câmpus Samambaia.
O Conselho Universitário instituiu o Plano Diretor da Universidade, com vigência para o período de 2025 a 2035, por meio da Resolução CONSUNI nº 349, de 28 de novembro de 2025. O Plano Diretor constitui documento técnico e flexível, com a finalidade de orientar o planejamento e o ordenamento do espaço físico da UFG.
A universidade também criou a Assessoria Especial para Projetos de Arquitetura e Urbanismo, com o objetivo de aprimorar a elaboração de projetos institucionais. A unidade presta suporte técnico às unidades acadêmicas e à gestão superior no desenvolvimento e encaminhamento de projetos arquitetônicos e urbanísticos.
Com base no princípio da eficiência, a UFG iniciou um conjunto de reformas voltadas à manutenção e à recuperação da infraestrutura institucional. Essas ações asseguram o funcionamento adequado e a segurança da comunidade universitária, com foco na acessibilidade, na realização de reparos emergenciais em telhados e sistemas elétricos e hidráulicos, bem como na melhoria da qualidade dos espaços de salas de aula, laboratórios e áreas comuns. Como resultado, a universidade promove ambientes mais adequados e confortáveis para suas atividades.
Em 2025, a UFG avançou significativamente na expansão do uso de Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs), com o desenvolvimento de iniciativas voltadas à gestão acadêmica e à capacitação profissional. Um dos principais projetos em andamento é o Sistema de Gestão Acadêmica Unificado e Inteligente (Sagui), que substituirá, até 2027, o Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa). O Sagui será estruturado em quatro eixos principais: ensino, projetos acadêmicos, apoio ao estudante e apoio à gestão acadêmica. Baseado em uma arquitetura de microsserviços e tecnologias modernas, o sistema visa garantir maior eficiência, flexibilidade e integração nas operações acadêmicas da instituição.
Além disso, foi lançada a plataforma Conecta, um ambiente virtual destinado à oferta de cursos autoinstrucionais. A plataforma iniciou suas atividades com cursos desenvolvidos em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), oferecendo uma interface intuitiva e navegabilidade facilitada. A Conecta foi criada com o objetivo de expandir as oportunidades de formação contínua e atualização profissional, alinhando-se às diretrizes institucionais de educação aberta, flexível e acessível. O projeto visa consolidar a UFG como um polo de inovação educacional, proporcionando uma educação de qualidade, acessível a um público diversificado.
Em 2025, a UFG deu passos importantes para ampliar a infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), com foco na atualização dos recursos computacionais, no desenvolvimento de sistemas e serviços digitais e na melhoria dos serviços de TIC para a comunidade universitária. Foram atualizados os laboratórios de informática e modernizadas as salas de recursos didáticos. O Sistema de Gestão Acadêmica Unificado e Inteligente (Sagui) está em desenvolvimento para substituir o SIGAA até 2027, com foco em ensino, projetos acadêmicos, apoio ao estudante e gestão acadêmica.
Em 2025, a UFG avançou na expansão do acesso e segurança da informação, destacando-se pela implementação de ações relacionadas à gestão arquivística e à transparência. O Plano de Gestão de Riscos do órgão foi progressivamente implementado, fortalecendo a segurança das informações. A UFG também consolidou a transparência ativa e passiva por meio da Plataforma Analisa, com a publicação de diversos painéis de indicadores e relatórios gerenciais dinâmicos, promovendo maior acessibilidade e clareza sobre os dados institucionais. Além disso, a universidade seguiu com a implantação e consolidação das políticas de TIC, garantindo uma gestão mais eficiente e segura das informações.
Em 2025, a Universidade Federal de Goiás (UFG) avançou na promoção de uma cultura de comunicação integrada e integradora, orientada por sua Política de Comunicação. As ações articularam as áreas de Jornalismo, Publicidade, Relações Públicas e a TV UFG, com o objetivo de ampliar a divulgação das atividades de ensino, pesquisa, extensão e cultura. A difusão das informações ocorreu por meio dos canais oficiais da universidade, como o Portal UFG, o Jornal UFG, os Boletins de Notícias, de Editais e de Eventos, além das redes sociais e do Projeto Visibilidade, responsável pelo envio de releases à imprensa. Nesse contexto, o programa “Boa Semana UFG” apresentou, de forma semanal, entrevistas com integrantes da gestão superior, com síntese dos principais acontecimentos da semana anterior e divulgação das ações previstas para a semana seguinte, o que fortaleceu a transparência e o alinhamento institucional. A UFG realizou, ainda, ações voltadas ao fortalecimento de sua imagem institucional, com a produção de materiais institucionais, como vídeos e folders, e com o suporte a eventos protocolares, entre os quais colações de grau, entregas de títulos honoríficos e posses de diretores. Os indicadores e metas associados a essas iniciativas evidenciam a consolidação da comunicação como eixo estratégico para a universidade.
No âmbito do objetivo estratégico de promover a gestão por projetos e processos, a Universidade Federal de Goiás (UFG) continuou a implementar uma série de iniciativas voltadas à modernização administrativa e ao fortalecimento da cultura de planejamento institucional.
Em 2025, o Programa de Gestão de Desempenho (PGD) completou um ano desde sua implementação, consolidando-se como uma importante iniciativa voltada à valorização das entregas institucionais, com foco em resultados e na qualidade dos serviços prestados à sociedade. O acompanhamento e a mensuração dos resultados são realizados por meio do módulo de gestão de desempenho do Sipep. O sistema visa oferecer apoio para a Gestão do PGD, permitindo o monitoramento e o alinhamento entre o trabalho dos participantes, as entregas das unidades de execução e os objetivos estratégicos da UFG.
Em 2025, a UFG fortaleceu a cultura de planejamento institucional, com o monitoramento do Plano de Desenvolvimento Institucional - PDI 2023-2027 via Sipep e a realização de reuniões periódicas com a gestão superior. O processo de monitoramento conta ainda com o alinhamento dos planejamentos estratégicos elaborados na UFG com as diretrizes e objetivos estabelecidos no atual PDI. Houve aumento nas assessorias para elaboração de planejamentos estratégicos e táticos de unidades e órgãos, especialmente em Programas de Pós-Graduação. Ademais, a UFG deu continuidade às visitas às unidades acadêmicas para identificar demandas e prioridades, reforçando a gestão participativa da comunidade acadêmica. Durante os encontros, foram apresentados o relatório Realizações UFG 2024 e o planejamento institucional para 2025. A escuta ativa da comunidade acadêmica resultou na implementação de ações e no desenvolvimento de projetos de médio e longo prazo, fortalecendo a gestão participativa na UFG.
A UFG intensificou seus esforços para fortalecer sua articulação com instituições públicas, privadas e internacionais. Entre as principais ações realizadas em 2025, destaca-se a continuidade do crescimento dos convênios firmados para estágios, abrangendo diferentes esferas administrativas — federal, estadual, municipal e privada —, o que contribui diretamente para a formação prática dos estudantes e a aproximação com o mercado de trabalho.
No âmbito internacional, a UFG deu continuidade nos acordos gerais internacionais, consolidando parcerias estratégicas com universidades e centros de pesquisa de diversos países. Essas parcerias têm como foco a mobilidade acadêmica, o intercâmbio de conhecimentos e a realização de projetos de pesquisa conjuntos, reforçando a internacionalização da universidade e proporcionando novas oportunidades de formação para estudantes, professores e pesquisadores.
Essas ações, monitoradas por meio de indicadores estratégicos, evidenciam o compromisso da UFG em expandir sua rede de relações institucionais, fortalecendo sua presença nacional e internacional e contribuindo para a formação cidadã, profissional e crítica de seus estudantes.
A consolidação da interiorização da Universidade Federal de Goiás (UFG) constitui um dos objetivos estratégicos do seu Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), que orienta ações voltadas à ampliação do acesso ao ensino superior público, gratuito e de qualidade em diferentes regiões do estado de Goiás. Um marco relevante desse processo foi o início da implantação do novo Câmpus Cidade Ocidental. As atividades administrativas tiveram início em fevereiro, enquanto as atividades acadêmicas começaram no segundo semestre de 2025. O câmpus opera, neste momento, em sede provisória cedida pela prefeitura municipal, até a conclusão da estrutura definitiva. Outro ponto foi a doação, por parte do Governo Estadual de uma área na cidade Anápolis com o objetivo de contruir o Centro de Pesquisa, Inovação e Formação em Saúde, que funcioará como um hub para conectar academia e empresas, principalmente os centros industriais de produção de fármacos.
Em 2025, o Conselho Universitário aprovou a criação do Centro de Formação Interprofissional em Saúde (Cefis). Com essa iniciativa, a UFG ampliou sua atuação no município de Firminópolis, com foco na interiorização das ações dos cursos da área da saúde, no fortalecimento da qualificação profissional e na integração entre ensino, serviços e comunidade. No município de Caldas Novas, as atividades da UFG continuam, por meio de pesquisas, cursos de capacitações do Centro de Formação, Capacitação e Desenvolvimento de Tecnologias para a Agricultura Familiar. A iniciativa conta com parceria do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) para a reestruturação física do espaço. O Centro atua na formação de produtores e no desenvolvimento de pesquisas aplicadas à produção sustentável, com ênfase em temas como permacultura, bioinsumos, cooperativismo e comercialização.
No contexto do PDI da UFG, o objetivo de expandir sua atuação tem se concretizado por meio da criação de novas unidades e do fortalecimento de projetos estratégicos em diversas regiões. Destacam-se a implantação do Centro Regional de Desenvolvimento da Educação e do Trabalho Interprofissional em Saúde (CReDETIS/UFG) em Firminópolis, focado na formação de profissionais da saúde e na integração entre ensino, serviço e comunidade, e o fortalecimento do Centro de Formação para Agricultura Familiar em Caldas Novas, que recebeu investimentos para infraestrutura e desenvolvimento de práticas sustentáveis.
A UFG também ampliou sua atuação na área socioambiental com a criação do Polo de Tecnologias Sociais e Sustentabilidade (PTSS/UFG), em parceria com cooperativas de catadores e com foco em inovação social e economia solidária. No campo da pós-graduação, a universidade instituiu a modalidade Treinamentos Avançados e formalizou a Escola de Pós UFG, com o objetivo de apoiar a expansão e qualificação da oferta de cursos lato sensu, em sintonia com a estratégia de formação continuada.
Em 2025, a Universidade Federal de Goiás (UFG) deu continuidade no aprimoramento da gestão de contratos, logística e patrimônio. Foi feita a modelagem do macroprocesso para a gestão das atividades relacionadas às compras e a publicação no E-manual. Teve início o processo de construção de um sistema destinado a otimizar as aquisições planejadas no Plano de Contratações Anual (PCA). A ferramenta também contribuirá para o acompanhamento das demandas de aquisição de materiais, o que favorece maior controle, organização e eficiência nos processos institucionais.
No âmbito patrimonial, foram localizados e inventariados 346 bens móveis, além da realização de dois leilões que alienaram 26.566 bens inservíveis, gerando arrecadação de R$ 751.700,00. O processo de tombamento de bens permanentes foi integralmente realizado para aquisições institucionais e de projetos financiados. Para fortalecer o suporte às atividades acadêmicas de campo, a UFG ampliou sua frota com a aquisição de 2 ônibus, 2 vans e 1 micro-ônibus, reforçando a infraestrutura de transporte institucional.
Em 2025, a UFG intensificou suas ações de promoção da saúde e qualidade de vida dos servidores, alinhadas ao objetivo estratégico de fomentar a promoção à saúde. Entre as principais iniciativas, destaca-se o Projeto Otimiza Adicionais Ocupacionais, que aprimorou a padronização documental e a eficiência nos processos de concessão de adicionais, além de capacitar os profissionais envolvidos. A DASS desenvolveu campanhas educativas, rodas de conversa, treinamentos ergonômicos e ações culturais, com foco na promoção da saúde física e mental e na prevenção de adoecimentos. Também foram implementadas práticas específicas, como Ginástica Laboral, Oficinas de Saúde Vocal e de Autocuidado Psicológico, o projeto Vozes Femininas e o Grupo Terapêutico Integralmente, além da Corrida UFG, incentivando hábitos saudáveis e fortalecendo a integração entre os servidores.
Em 2025, a UFG ampliou o controle de acesso e o monitoramento de segurança nos câmpus, resultando em avanços importantes. Houve redução no número de atendimento por incêndio, acidentes de trânsito, com média de 80 atendimentos anuais (2023-2024) para 69 em 2025, e a eliminação total de assaltos. O número de treinamentos em segurança também aumentou significativamente, passando de 12 em 2020 para 319 em 2025, com capacitação geral e específica dos vigilantes. Esses resultados refletem o fortalecimento da política de segurança e maior sensação de proteção para a comunidade universitária.
Gráfico 13 - Evolução orçamentária 2007-2024

Fonte: Proad/UFG, 2025
O gráfico mostra o Orçamento Empenhado da UFG em milhões de reais, entre os anos de 2007 a 2024, dividido em duas categorias: Custeio – Discricionário, que cobre despesas operacionais como manutenção, serviços, etc.; Investimento – Discricionário, que é destinado à construção de novos equipamentos (prédios, laboratórios) e aquisição de bens duráveis, por exemplo.
Como pode ser observado pelo gráfico, o orçamento cresceu de 60 milhões em 2007 até um pico de 188 milhões em 2014. Após 2014, observa-se uma queda acentuada e praticamente contínua até 2021 (52 milhões), com uma leve recuperação nos anos seguintes, chegando a 113 milhões em 2024. Com relação ao custeio, houve um crescimento constante até 2015 (106 milhões), depois queda e estabilização entre 51 a 72 milhões entre 2016 e 2023. O investimento apresentou forte crescimento até 2014 (96 milhões), refletindo uma fase de expansão das universidades por meio do Reuni. Após 2015, houve queda brusca e persistente, chegando a valores muito baixos entre 2020 e 2023 (1 a 6 milhões). Em 2024, há leve aumento para 12 milhões, mas ainda bem abaixo do pico. Registre-se que uma parte da diminuição do orçamento se refere ao desmembramento de duas novas universidades, a UFJ e UFCat, a partir de 2019, mas não o suficiente para explicar toda a queda, que chegou a apenas um milhão de investimento em 2021.
Otimizar a aplicação de recursos orçamentário e financeiro
Tabela 73
Fonte: CONOR/ SIAFI - UG 153052/15226.
Na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024, foi prevista à UFG uma arrecadação direta no montante de R$17.184.909,00, sendo R$13.000.000,00 previstos para custear despesas correntes e R$4.184.909,00 para custear despesas de investimentos. A receita efetivamente arrecadada em 2024 foi de R$19.538.402,38, ou seja, houve um excesso de arrecadação correspondente a aproximadamente 14% do valor autorizado na LOA, o que possibilitou que a instituição maior investimento na aquisição de insumos e equipamentos.
Além de toda a captação, a UFG ainda recebeu R$3.189.019,70 referentes ao superávit do exercício anterior. Assim, grande parte desse valor foi destinado à obras, manutenção predial e equipamentos. O superávit financeiro possibilitou a aquisição de equipamentos importantes, uma vez que o valor destinado a investimentos aprovado na LOA era irrisório.
Total de receitas próprias da UFG por natureza, em 2024
Fonte: SIAFI. CONTA CONTABIL: 621200000 - RECEITA REALIZADA.
Assim como em anos anteriores, a natureza de receita com a maior arrecadação é a de Serviços Administrativos, representando 80,77% do total arrecadado, que engloba as originadas de prestação de serviços administrativos, inscrição em concursos e processos seletivos, dentre outros serviços. As principais fontes de arrecadação própria da Universidade decorrem de contratos, convênios e outros instrumentos congêneres firmados com o estado, prefeituras e entes privados, das taxas de mensalidade cobradas nos cursos de pós-graduação lato sensu e das inscrições em processos seletivos e concursos.
As receitas de aluguéis e arrendamentos referem-se àquelas decorrentes de locação de espaços por meio de contratos de concessão ou permissão de uso de espaço físico para a instalação de lanchonetes, restaurantes, agências bancárias e correios.
Principais ações de responsabilidade da UPC – OFSS Restos a Pagar
A tabela Principais Ações de Responsabilidade da UPC – OFSS Restos a Pagar demonstra a execução dos valores inscritos em restos a pagar, por unidade gestora executora dos recursos da UFG e por ação orçamentária, evidenciando, assim, a baixa manutenção dos saldos em contas de restos a pagar. Os valores recebidos por meio de descentralização no final do exercício, seja do próprio MEC ou de outros ministérios para execução de projetos, impactam no saldo de restos a pagar, pois em sua maioria a execução só ocorre no exercício subsequente.
Principais ações de responsabilidade da UPC
A tabela Principais Ações de Responsabilidade da UPC demonstra os valores do orçamento da UFG que foram executados em 2024 por órgão executor e por ação orçamentária.
Nota-se que, do orçamento da UFG, foram executados valores no Instituto Federal de Goiás (IFG) por ter sido celebrado um termo de execução descentralizada com essa instituição para que os discentes do Campus Aparecida de Goiânia utilizassem o seu restaurante universitário. Assim, foram realizados os devidos repasses.
O que chama a atenção nessa tabela é que a maior parte do recurso executado, como já é conhecida, relaciona-se às ações voltadas para o pagamento de proventos, encargos e benefícios aos servidores ativos e inativos, seguido pelos investimentos em custeio realizados nas ações 20RK – Funcionamento das Instituições Federais de Ensino Superior e 4002 – Assistência ao Estudante de Ensino Superior. Assim, os valores evidenciados na tabela demonstram que as ações de maior relevância são as destinadas à manutenção e funcionamento da infraestrutura e de pagamento de bolsas de caráter assistencial.
Evolução da execução
A tabela Evolução da execução orçamentária evidencia a execução orçamentária realizada pela UFG, abrangendo o seu próprio orçamento e de outros órgãos. É possível perceber que, em 2024, o Fundo Nacional de Saúde foi o órgão que repassou maior valor à UFG, seguido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar sendo específicos para o desenvolvimento de projetos.
Despesas por grupo e elemento de despesa
Observando a relação entre despesas liquidadas e pagas do item despesas de pessoal, os elementos de despesa de maior representatividade são: vencimentos e vantagens fixas, aposentadorias, obrigações patronais e pensões. Esses elementos são, historicamente, os que apresentam maior execução, pois correspondem às principais rubricas da folha de pagamento da instituição.
Para o item Outras despesas correntes, o primeiro elemento de despesa de maior representatividade foi 39 – Outros Serviços de Terceiros – PJ, pois contempla, entre outros pagamentos, os de energia elétrica e limpeza (que estão entre as despesas mais altas da Universidade) e pagamentos para manutenção predial, como reformas. Nesse elemento de despesa, consideram-se os valores empenhados/pagos às fundações de apoio para a realização de projetos.
Desconsiderando-se as despesas que estão associadas à folha de pessoal, o segundo elemento de despesa de maior representatividade no exercício de 2024 para o grupo 3 (outras despesas correntes) foi o 37 - Locação de Mão de Obra, que envolve a terceirização de mão de obra. Contudo, se se considerar o quadro como está apresentado, o segundo elemento de despesa mais executado em despesas correntes é o de auxílio alimentação (46), pois reflete a concessão do benefício aos servidores ativos da instituição.
Os elementos de despesa com códigos 39 e 37 representam a maior parte da execução de custeio, pois estão diretamente relacionados à manutenção das atividades (serviços) e funcionamento da instituição. Já o terceiro elemento de despesa de maior representatividade do grupo 3 foi o 93 – Indenizações e Restituições, que representam em sua grande maioria o ressarcimento aos docentes de taxas para publicação de artigos científicos.
A divergência entre valores empenhados, liquidados e pagos deve-se ao fluxo do processo administrativo, pois as notas fiscais são liquidadas após o devido ateste e pagas somente quando há a liberação de recursos em caixa pelo MEC. De forma geral, podemos afirmar que não foram encontradas dificuldades na execução do orçamento deste ano, uma vez que as liberações de recursos financeiros de outras despesas de custeio e capital (OCC) ocorreram regularmente.
No grupo “Investimentos”, o item com maior representatividade em 2024 no que tange ao valor empenhado foi o elemento de despesa 52 – Equipamentos e Material Permanente, o que evidencia o quanto a captação de projetos com financiamento próprio voltados para a pesquisa contribui para a melhoria da infraestrutura física da instituição, com a aquisição de equipamentos.
Os dois próximos elementos de maior relevância foram o 39 - Outros Serviços de Pessoa Jurídica e 51 - Obras e Instalações, respectivamente, que estão relacionados ao investimento em infraestrutura - obras especificamente.
Os valores para investimentos aprovados na LOA foram reduzidos significativamente nos últimos anos, assim a busca por projetos que possibilitam a aquisição de materiais permanentes e a manutenção da infraestrutura tem sido constante para garantir a manutenção das atividades de ensino e pesquisa, sobretudo nos laboratórios.
A UFG foi atendida no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Universidades Federais com três obras: o restaurante universitário do câmpus Aparecida de Goiânia, a construção do Centro de Aulas do câmpus Cidade de Goiás e a aldeia intercultural que funcionará como espaço multiuso para estudantes indígenas, com auditório e alojamento.
Para melhor entendimento da evolução orçamentária, foram considerados como executados aqueles correspondentes aos valores empenhados, pois entende-se que são os valores de fato contratados pela Administração, na medida em que a liquidação e o pagamento decorrem da entrega do bem/material pelo contratado. Assim, os valores empenhados demonstram o empenho da Administração na utilização dos recursos recebidos.
Despesas por modalidade de contratação
A tabela Despesas por modalidade de contratação evidencia que a modalidade “não se aplica” permanece sendo a mais praticada, devidamente justificada, pois envolve toda a execução da folha de pessoal, além do pagamento de diárias, auxílios financeiros e ressarcimentos/indenizações. As despesas da folha de pessoal representam em torno de 86% do orçamento da UFG.
Já em segundo lugar, com 6,34% do total executado, está a modalidade Dispensa de licitação, que engloba despesas como pagamento de energia elétrica e contratação de fundação de apoio para desenvolvimento dos projetos, além da contratação de produtos para pesquisa e desenvolvimento. A modalidade Pregão ocupa o terceiro lugar, representando 6,25% do valor total executado, sendo esta a que assegura, sobretudo, a compra de material para o funcionamento da instituição.
Ampliar a capacidade de produção gráfica
Tabela 75
Nos últimos anos, os serviços gráficos na UFG tiveram aumento significativo de demandas, não só internas da UFG, como também de outras instituições que firmaram acordos com a universidade para a produção de livros e materiais gráficos. Foram feitos no período Termos de Execução Descentralizada (TED) com o Ministério de Direitos Humanos, Ministério da Educação, Ministério da Justiça, Tribunal Regional Eleitoral, bem como acordos para produção de livros de autores de outras instituições de ensino superior, como UEG, UnB, UFF, UFAM, UFMT, UFJ, UFCAT etc.
A execução de alguns TED já foi concluída, como o firmado com o TRE para a produção do material eleitoral para as eleições de 2024 no estado de Goiás, e a de outros está em andamento. Contribuíram para a ampliação da capacidade de produção da UFG e os resultados alcançados: a doação de algumas máquinas gráficas recebidas da UFU no período, o empenho da equipe na execução das demandas recebidas, a organização de todo o fluxo do trabalho pelo SEI e o atendimento atencioso da equipe a todos que buscam informações sobre os serviços realizados.
Além disso, foi construído e, em outubro de 2024, foi disponibilizado para acesso público o Portal de Livros no qual são publicados os livros digitais (e-books). Desde então, o acesso aos e-books está melhor e os livros publicados tornaram-se visíveis ao mundo nas buscas pelo Google.
3.7.8.1 Demonstrativos Orçamentários 2025
Execução orçamentária e financeira - LOA e Restos a Pagar
Informações sobre a execução das despesas
Execução de Restos a pagar
3.7.8.2 Demonstrações Contábeis 2025
Execução orçamentária e financeira - LOA e Restos a Pagar
- Análise das Principais Ações de Responsabilidade da UPC – OFSS - RESTOS A PAGAR- Análise das Principais Ações
- Análise das Principais Ações de Responsabilidade da UPC – OFSS (2) - Saldo - R$ (Item Informação)
- Evolução da Execução Orçamentária - Por UG (3) - Saldo - R$ (Item Informação)
Informações sobre a execução das despesas
- Despesas por Grupo e Elemento de Despesa - Despesas por Grupo e Elemento
Execução de Restos a pagar
- Execução de Restos a Pagar - Saldo - R$ (Item Informação)
3.7.8.2 Demonstrações Contábeis 2025
Demonstrações das Variações Patrimoniais 2025
Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido 2025
Declaração do contador 2025 (Pag. de 2 a 4)
Notas Explicativas 2024 (Pag. de 12 a 19)
Demonstrações Contábeis 2024 (Pag. de 20 a 55)
3.7.8.3 Emendas Parlamentares UFG 2025
Relatório de acompanhamento das emendas parlamentares UFG 2025
Dados das emendas parlamentares federais (FUNAPE - 2020 a 2025)
Anexo A - Relatório de Gestão Hospital Universitário/EBSERH
Anexo B - Relação de Projetos Desenvolvidos pelas Fundações de Apoio
Anexo C - Relatório de acompanhamento das emendas 2024
Anexo D - Dados das emendas parlamentares federais (FUNAPE - 2020 a 2025)
